Valtrax e eu percorremos praticamente toda a cidade de carro, desde o pôr do sol que já sumia pelo céu chuvoso, até a noite que fez surgir estrelas brilhantes em meio a toda escuridão. Inevitavelmente, assim que parei o carro, acabei me pegando por observar o céu, e apreciar o cheiro de chuva que subia do asfalto ainda molhado. Muito ciente de que durante a vida humana jamais teria me atentado sobre como a lua parecia cheia e brilhante, ou sobre como as estrelas cumpriam perfeitamente o seu papel de brilhar e chamar a atenção. Mas depois daquelas semanas no inferno... Até mesmo o latido dos cachorros dos transeuntes, ou o piar de pássaros de uma loja de rações que passamos na porta, me parecia fascinante. Se eu que, na teoria deveria estar acostumada a viver entre humanos e a não senti

