Luna Narrando O Corolla subia as ladeiras do Vidigal em alta velocidade. Eu estava no banco de trás, com as mãos amarradas, mas minha mente estava fria. Eu sentia o rastreador pinicando na minha nuca. A cada curva, eu via moradores com rostos assustados e o morro infestado de homens com fuzis novos — o investimento do Antenor no Tubarão era pesado. — Chegamos, princesa. O chefe tá te esperando na quadra — um dos caras falou, me puxando pelo braço. O Vidigal estava em um silêncio fúnebre. No centro da quadra, o caixão da Lice estava cercado de flores. Era uma cena hipócrita. O Tubarão estava lá, de pé, usando uma camisa preta e um cordão de ouro grosso, agindo como se fosse o sucessor legítimo. Quando ele me viu, abriu um sorriso que me deu náuseas. — Luna... que prazer ver que tu sobr

