Grego A madrugada seguinte não teve música — teve inventário. Cheiro de fumaça ainda preso nas paredes, marcas de fuligem como tatuagem malfeita, e a certeza de que Irina Volkova não veio brincar. Fechei a Madrugada para “manutenção elétrica”. Mentira útil. Quem manda lava sangue com silêncio. — Primeiro: rotas novas — digo, abrindo o mapa da casa no tampo de metal. — O corredor em “L” vira “Z”. — Risco com o marcador. — Duas portas corta-fogo extras. Códigos trocados: “luz baixa” fica “oração”; “eclipse” vira “muralha”. Pipa, braço encostado na coluna, assente. Barroca anota sem pedir caneta. Monge faz o que sempre faz: guarda o mapa inteiro nos olhos. — E os becos? — Russo pergunta, desconfiando de números que não estão na planilha. — Fecha o três com portão de tela metálica e trava

