Capítulo 18 – Contrato de Sombra

1203 Palavras

Grego A cidade acende tarde quando quer pecar. Depois do ataque, entendi que Irina não veio só dar recado: veio testar meu fôlego. Quem manda de verdade não grita, corta suprimento. Então redesenhei o mapa e marquei um ponto fora da Madrugada: ferro-velho sob o viaduto, lugar de conversa que engole eco e devolve ferrugem. Neutro o bastante para não virar altar de ninguém. — Vai sozinho? — Pipa pergunta, o rádio no ombro, olho na minha cara. — Sozinho nunca. — Indico com o queixo. — Monge no telhado, Cássio no portão, Barroca no perímetro. Se der “oração”, fecha tudo. Pipa não briga com o plano; briga comigo. — Só não leva o coração. A casa anda olhando quando você olha. Nome próprio vira ponto cego. — Lorena é exceção — digo, seco. — E risco calculado. A frase pesa. Pipa aceita sem

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