Thiago — PetitGattô O silêncio que se seguiu à batida da porta do banheiro era mais pesado do que qualquer balancete acumulado que já tive que auditar. Eu estava estático, os braços estendidos sobre os lençóis de seda cinza que agora pareciam lixas contra a minha pele hipersensibilizada. O líquido que escorria pelas minhas coxas — um lembrete viscoso e frio da minha entrega — parecia marcar o rastro da minha dignidade saindo do meu corpo. Dói. Não era apenas a dor lancinante lá embaixo, aquela sensação de ter sido expandido além do meu limite físico por alguém que não teve a delicadeza de pedir licença. Era uma dor surda, localizada bem no centro do peito, onde a minha admiração platônica pelo "Viking" costumava morar. Eu tinha imaginado esse momento mil vezes, mas em nenhuma delas eu te

