EMILY Quando eu acordei, parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim a noite toda. Na verdade, dormi parcelado — acordei várias vezes durante a noite pra confirmar que Russo ainda tava vivo. Ele tava estático, não se mexeu sequer um segundo. Não era preocupação da minha parte, era medo de ter um defunto na minha cama sem perceber. Mas todas as vezes que chequei, ele tava respirando. Acordei antes das seis e ouvi os resmungos de Russo quando me mexi. Já era meu relógio biológico: eu acordava antes do sol nascer — ele que era o intruso aqui. Russo: “p***a, fecha o olho e dorme caralho.” Ele falou com a voz mais rouca que o normal, e eu quase ri. Emily: “Eu preciso levantar pra fazer café pra Lena.” Eu falei, e ele abraçou minha cintura, puxando-me pra perto do corpo dele em u

