Fiquei sentada no chão com a cabeça no colo da única figura materna que tive, Nádia, e eu me sentia como se o tempo não importasse nos braços dela. - Talvez vá estranhar um pouco a mansão - Ela disse séria - A senhora Eleonor mudou muita coisa durante esses anos. - Percebi! - falei irônica. - O retrato da sua mãe foi retirado da sala, e o do seu pai levado para o porão, claro que nós os empregados brigamos, mas sua tia só escuta o que quer. - Ela nos apagou desse lugar - As lágrimas ameaçaram descer outra vez, mas as limpei rapidamente. Normalmente eu era pessoa tranquila, mas a fúria que cresceu dentro de mim foi tão grande que em um surto de fúria arranquei com minhas próprias mãos o retrato da desgraçada - Assim que ela chegar diga que estou a esperando no escritório do MEU PAI

