Capítulo 61

1014 Palavras
Amália não queria que ele parasse — e, pela primeira vez, não tentou esconder isso. Os seus dedos se fecharam levemente no tecido da camisa de Nerone, como se o ancorassem ali, como se dissesse, sem palavras, que ele podia continuar. O olhar que sustentou o dele já não tinha dúvida — apenas um brilho novo, mais quente, mais consciente do que estava pedindo. Nerone percebeu. Ele podia ver as palavras não ditas dela, a forma que os olhos dela o encarava com o mais puro desejo estampado em suas íris. — Você me pertence, Tampinha — murmurou ele, a voz mais baixa agora, seu olhar fixo no dela, deixando claro que ele a desejava, que a queria de uma forma ainda mais intensa do que ela poderia imaginar. Amália não respondeu com palavras. Aproximou-se mais, diminuindo qualquer espaço entre eles, e tocou os seus lábios nos dele novamente — dessa vez sem hesitação. Aquilo foi como jogar fósforo em palha seca, o controle de Nerone não se quebrou… mas mudou de forma. O beijo deixou de ser gentil. Ainda havia cuidado, ainda havia paciência — mas agora vinha carregado de intenção. Seus lábios se moveram com mais firmeza contra os dela, explorando, aprofundando, como se finalmente se permitisse sentir o que vinha reprimindo. A língua de Nerone explorava aquela boca que foi sua perdição por anos, que o respondia de forma c***l e terrível, e o beijo passou ater um caráter punitivo, ele queria que ela sentisse todo o desejo que ele tinha, assim como a fúria que ele continha. A mão de Nerone passei por sobre a calcinha dela, a massageando por sobre a peça sem nenhuma presa, ele queria que ela aproveitasse aquele contato, que implorasse por seu toque. Amália arqueou levemente o corpo contra o dele, um suspiro escapando entre o beijo. — Nerone… — o nome dele saiu baixo, quase um pedido. Ele afastou os lábios apenas o suficiente para encarar o rosto dela. Os olhos castanhos estavam mais escuros agora, carregados de algo que ia além do desejo — era posse contida, era fascínio, era uma linha tênue entre controle e entrega. — Você não faz ideia do que está fazendo comigo… — disse ele, a voz rouca, quase um aviso. Mas não parou. A sua testa encostou na dela por um instante, como se buscasse se recompor, e então ele desceu os lábios pelo contorno do rosto dela novamente — mais lento, mais atento. Quando alcançou o pescoço, não havia mais provocação leve; havia intenção. Os seus lábios permaneceram ali por mais tempo, a sua respiração quente contra a pele dela, fazendo o corpo de Amália reagir sem que ela pudesse evitar. A mão de Nerone afasta a sua calcinha com cuidado, os seus dedos tocando a i********e dela encharcada de desejo. Aquilo o fez rosnar em aprovação, tinha algo de muito erótico quando ele pensava que ela estava assim por ele, por seus beijos e toques, e que apenas ele poderia lhe dar o que o corpo dela tanto ansiava. Naquele momento Nerone entendeu por que seu irmão e os outros eram tão possessivos com as suas mulheres, e ele se sentia ainda mais possessivo em relação à Amália, apenas ele poderia a ter. Os dedos de Amália subiram pela nuca dele, se entrelaçando nos seus cabelos, puxando-o levemente para mais perto — um gesto tímido, mas cheio de significado. Ela o queria. E ele percebeu cada detalhe disso. Os dedos de Nerone deslizam pela f***a molhada de Amália arrancando um gemido desesperado dos seus lábios, as mãos dela apertam a sua camisa com mais força a medida que ele apenas deslizava os seus dedos por sua i********e, dando pequenas voltam no seu c******s necessitado. — Assim? — murmurou ele, quase contra a pele dela. — Está gostando do meu toque? Amália apenas assentiu, incapaz de organizar palavras. A forma que ele a provocava era de mais para ela, o seu corpo estremecia a cada passada dos seus dedos em sua i********e. Nerone passa a acariciá-la com mais força, mais rápido. Amália engasga se agarrando a ele, ela tenta juntar as pernas, mas Nerone as separa novamente com o joelho não lhe dando escolha a não ser receber o seu carinho. Nerone voltou a beijá-la, mais uma vez, a sua língua buscando a dela de forma desesperada, como se estivesse guiando, ensinando, conduzindo cada reação dela. E Amália o seguiu — ainda descobrindo, ainda aprendendo, mas já completamente envolvida. Amália sentia uma pressão familiar no seu ventre. Ela não era criança e já tinha se masturbado algumas vezes, mas a forma que Nerone a tocava era mil vezes mais intensa do que quando ela o fazia, ela sabia que estava perto e isso a faz gemer na boca dele. O prazer a toma com tudo, ela geme na boca de Nerone, mordendo o seu lábio sem querer. O seu corpo se eleva em uma nuvem de paz e contentamento, o peito arfando enquanto o seu corpo tremia em contentamento. Quando ele finalmente se afastou, Amália pode ver um pequeno filete de sangue escorrer por seus lábios, ela ergue a mão em desespero para limpar, mas ele n**a com a cabeça apenas passando a língua pelo local. A respiração dos dois estava descompassada. — Esse é meu troféu — diz ele sorrindo. Então retira os seus dedos da i********e dela lhe mostrando o brilho molhado de sua lubrificação. — E esse é minha recompensa. Amália arregala os olhos ao ver Nerone levar os dedos aos lábios os chupando com prazer, o seu olhar nunca deixando o dela. — Isso não é o suficiente — diz ele, num sussurro — Nunca vai ser. Ele se inclina a beijando com voracidade, fazendo ela sentir o seu gosto na língua dele, e a forma que ele estava e******o sobre ela. Aquilo atiça a sua curiosidade, ela se move os virando na cama, se sentando no seu colo enquanto arrancava um gemido dos seus lábios. — Eu quero vê-lo, — diz ela com os olhos brilhando de luxúria, — Por inteiro.
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