Karina narrando — Calma, p***a — ele levantou as mãos, como quem tenta conter uma fera. — Foi m*l. É que… c*****o, tu chegou fodida. Eu não esperava. — Pois é. E ainda vim até aqui com o chip. — tirei o celular do sutiã rasgado, onde ele estava escondido, e levantei com dois dedos. — Mas agora… tô até pensando se vale a pena te entregar essa merda. Ele fechou a cara na hora. Se ajeitou no sofá, jogou o baseado no cinzeiro e inclinou o corpo pra frente, sério. — Qual foi, Karina? — Qual foi? — avancei um passo. — Tu me viu toda arrebentada, toda fodida, e a primeira coisa que fez foi rir. Tu tá me tirando pra palhaça? Tu acha que eu sou uma p***a de uma piada, Otávio? Ele abriu um sorriso sem mostrar os dentes, daquele jeito escroto de quem sabe que pisou na bola, mas ainda se acha

