Lorena Lorena decidiu ir ao mercado acompanhada da madrinha e, para isso, pegou um dos carros de Arcanjo, já que as compras seriam grandes e não dava para improvisar,Lorena girou a chave do carro com cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar aquela frágil normalidade que ela tentava fingir que existia. O carro de Arcanjo era uma BMW grande, preta, imponente demais para um estacionamento comum de mercado, assim que parou, ela sentiu. Não era paranoia, era instinto. Onde o nome dele existia, o ambiente sempre mudava. A madrinha desceu primeiro, ajeitando a bolsa no ombro e observando ao redor com atenção prática, daquelas mulheres que já viram coisa demais para andar distraídas, eu saiu logo depois, fechando a porta com firmeza, o barulho seco ecoou mais alto do que deve

