Lorena Assim que Arcanjo subiu pro quarto, apoiado no próprio orgulho mais do que no corpo, eu senti o peso cair de uma vez só. A porta se fechou devagar, e o som seco do trinco ecoou dentro dela como um aviso: ele estava m*l pior do que deixava transparecer. Eu fiquei alguns segundos parada, olhando para o espaço vazio onde ele estava. O cheiro dele ainda permanecia no quarto, misturado ao cheiro do bolo que estava no forno, eu respirei fundo, tentando organizar o caos que se formava dentro do meu peito, mas não conseguia. A imagem do homem no mercado voltava como um flash incômodo, repetido, insistente. O olhar dele a sensação de estar sendo seguida a vulnerabilidade que eu odiava sentir. — Eu não queria estar dando problema… — murmurou para mim mesma, a minha voz embargou na hora.

