Pov Valeria A porta bateu com força. Não... não fechou sozinha. Eu a empurrei com toda a raiva que fervia nas minhas veias. Um tremor violento percorreu meu corpo, mas não era vontade de chorar. Era pura, fervente, incontrolável fúria. Peguei o travesseiro mais próximo, apertei-o contra o meu rosto e abafei um grito que queimava a minha garganta. Um som rouco, animal, que saiu do mais profundo do meu ser. — M*aldito infeliz! Murmurei contra o tecido, com a voz distorcida. — Você se atreveu a trazê-la aqui! PARA MINHA CASA! Bati na cama com o punho, uma e outra vez, enquanto uma série de insultos silenciosos e sufocados saía de mim. Chamei-o de todas as maneiras possíveis, cada epíteto mais criativo e venenoso que o anterior. Como era possível? Como ele podia ser tão insensível, tão cr*

