Pov Valeria O riso forçado ardia na minha garganta. Soava oco, falso, até para os meus próprios ouvidos, mas era a única armadura que eu tinha. O jardim, adornado com balões azuis e rosa — "só por precaução", Leo tinha dito com um sorriso travesso — fervilhava com a energia desenfreada dos meus amigos. Música pop animada tocava alto numa caixa de som portátil. Havia uma mesa repleta de sanduíches, cupcakes e um bolo com um ponto de interrogação azul e rosa. Um chá de bebê. Improvisado, caótico e transbordando amor. Exatamente o que eu precisava. Ou pelo menos era o que Esteban, Mati e Leo tinham me dito quando invadiram a mansão duas horas antes, com sacolas de decorações e pura determinação. — Vocês pediram permissão ao dono da cadeia? Mati perguntou, arqueando uma sobrancelha enquanto

