— Ela não é boba, Adrián. — Eu sei. Suspirei, passando a mão pelos cabelos. — Mas é o que é. Eu não posso… não posso preocupá-la com isso. Não agora. Diego me olhou por um longo momento e, pela primeira vez, vi algo parecido com compaixão nos seus olhos. — Cuide-se, meu amigo. Agora você tem mais motivos para voltar. Quando a porta se fechou atrás dele, fiquei sozinho com o turbilhão dos meus pensamentos. A fúria contra Nicolás, o sócio traidor, queimava. A urgência da viagem pulsava. Mas, acima de tudo, havia o vazio repentino e aterrador de saber que eu a deixaria. A segurança dela. Nosso filho. Apertei os punhos até que os meus nós dos dedos estalassem e ficassem brancos. Não havia escolha. Esse fogo tinha que ser extinto agora, pela raiz, ou queimaria tudo o que eu havia constru

