A praia.

1082 Palavras
~~~~~ Cobra narrando: ~~~~~~ Era sexta a tarde, tava na biqueira com meus aliados, duas minas rebolando pra nós. Levantei do sofá e desliguei o som. Fred: Qual foi irmão ? - Perguntou indignado. Cobra: Vamo curtir uma praia ! Caroço: Tá maluco fiote, cê sabe que não podemos descer o morro. Cobra: Da teus pulo muleque, quero curtir uma praia. Uma das vadias veio se encostar em mim. Cobra: Não encosta c*****o, mete o pé daqui logo, tá fazendo hora extra já. Nat: Para com isso Luan, vamos lá pra dentro amorzinho. Dei um passo a frente e fiquei cara a cara com ela, segurei seu maxilar com força e cerrei os olhos. Vi em seu rosto a expressão de dor e seus olhos ficarem marejados. Cobra: Quando foi que eu te dei i********e pra tu me chamar pelo meu nome ? Me respeita sua vad!azinha e vaza daqui logo antes que eu te quebre na p*****a. - Empurrei o rosto dela pra trás. Se tem uma coisa que eu odeio é que me chamem pelo meu nome, me trás altas lembranças que eu prefiro deixar no passado. As duas meninas saíram de lá quase correndo. Fred: Eu ia comer a mina mano. Cobra: Essas aí só queria drog.a, valoriza teu p*u irmão. - Revirei os olhos. Caroço: Já tô vendo aqui com os seguranças uma área limpa pra nós. Cobra: Já é. Comigo é assim, eu dou uma ordem e todos obedecem. Sou o rei disso tudo, essa favela é tudo de mais precioso na minha vida. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ~~~~~~ Malu narrando: ~~~~~~~ Estava na sala vendo umas faculdades na internet, quando ouço a Letícia me chamando no portão. Letícia: Bora pra praia mana. Malu: Com quem ? Letícia: Uns amigos meu vão. Malu: Tá, vou me trocar. Entra aí. Ela entrou e eu fui para o quarto. Peguei um Biquíne e um vestido. Corri pro banheiro e coloquei. Deixei meus cabelos soltos e coloquei um ósculos de sol. Letícia: Os meninos estão aí fora esperando, vamos ? Malu: Vamos. Fechei a porta e coloquei a chave no vaso de plantas ao lado. Me virei e vi dois rapazes em cima de suas motos. Letícia estava ao lado de um branquinho, com algumas tatuagens, porte físico atlético e um sorriso bem bonito. Letícia: Amiga esse aqui é o Gustavo. - Ele me olhou. Malu: Prazer, Maria Luísa. - Sorri e ele retribuiu. Letícia: E esse n***o é o Matheus. - Eu estava do lado dele e ele estendeu a mão. Malu: Prazer. Letícia: Agora vamos né. Subi na moto do Matheus e fomos para a praia. Quando chegamos não tinha muitas pessoas. Estendi uma toalha no chão, tirei o vestido, mostrando o meu corpo, e em seguida deitei pra pegar um bronze. Os meninos sentaram ao meu lado. Gustavo: Tu morava em Minas, né ?! - Me olhou. Malu: Sim, mas como cê sabe ? Gustavo,: A bocuda aí falou. - Olhou pra Let. Letícia: Não sou bocuda. Próximo a nós tinham uns caras bebendo, a Letícia disse que eram do alemão, mas não reconheci nenhum. Depois de anos fora é meio difícil reconhecer as pessoas. Letícia: Claro que você não os reconhece, são os meninos do movimento. Malu: Eu vou pegar uma cerveja, vocês querem ? - Levantei. Assim que levantei ouvi gritinhos e olhei pro lado, aqueles garotos estavam tentando me cantar e chamar minha atenção. Letícia: Chamando atenção dos bandidos, tá uma Bibi perigosa em. - Riu. Malu: Deus me livre, quero papo com esse tipo de gente não. Letícia: Ae Fred essa aqui é diferente das mina que cês pegam. - Gritou pra um dos meninos. Gustavo: Eu vou querer uma cerveja. Malu: Certo. Eu fui caminhando até uma barraca, pra comprar a cerveja. Fiquei encostada no balcão, e um rapaz moreno ficou do meu lado, olhando o cardápio. Foi impossível não olhar, ele era um gato. Usava apenas um shortinho fino e uma Juliete na cara, magrinho com músculos definidos, uma barriga tanquinho impecável. Cabelo ralo, platinado, varias tatuagens por seu corpo, e uma boca carnuda. Vários cordões em seu pescoço, e um brinco na orelha direita. Ele me lembrava tanto alguém, tentei puxar em minha memória, mas não conseguia lembrar. Ele me olhou dos pés a cabeça quando percebeu que eu não tirava os olhos dele, e então falou ... Xxx: Qual foi fia, virei espelho ? - Falou grosso. Malu: Desculpa. - Voltei o olhar para o cardápio. Um rapaz se aproximou e ele então abriu a boca novamente pra fazer seu pedido, sua voz rouca me causava arrepios de medo. Xxx: Vou querer esse camarão empanado. Garçom: Sim senhor, já iremos preparar. Xxx: Valeu. Garçom: Olá, você gostaria de alguma coisa moça ? Malu: Uma cerveja e uma caipirinha, por favor. Xxx: Esse sol do Rio combina com uma cervejinha. Garçom: Aguardem só um minuto. Malu: Com certeza, porém eu que escolho o que beber. O garçom voltou e entregou minha caipirinha e a cerveja, e eu me virei pra sair. Antes que eu me afastasse ouvi aquele garoto me chamar. Xxx: Ei moça. Malu: Oi ? Xxx: Sua carteira. Malu: Sou muito esquecida, obrigada. Xxx: E muito chata também. Malu: Ainda bem que achou, pensei que eu teria que ser mais grossa pra conseguir fazer você me intitular como chata. Missão cumprida então. - fiz continência em sinal de deboche. Xxx: Qual é teu nome novinha ? Malu: Luísa, e o teu ? Xxx: Pode me chamar de amor da sua cama. - Puxou minha mão e a beijou suavemente. Um galanteador clássico. Malu: Que otári* viu. Virei e sai andando. Voltei e passei o resto da tarde dando boas gargalhadas com a Letícia e os meninos. Na volta pra favela, vi minha mãe subindo a ladeira com umas sacolas e pedi pro Matheus me deixar ali mesmo, pois ajudaria a minha mãe a levar as coisas para casa. Malu: Mãe. - gritei. Helena: Oi minha bonequinha. Malu: Eu te ajudo. - Peguei as sacolas da mão dela. Helena: Você estava aonde ? Malu: Na praia. Helena: Que bom que está se divertindo. Já em casa depois de um belo banho, deitei em minha cama e fiquei observando o céu ali mesmo da minha janela. Lembrei do garoto da praia, cara super irritante, egocêntrico e arrogante, espero nunca mais esbarrar com ele.
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