Sexta-feira

1927 Palavras
Sexta-feira. Que inferno trabalhar neste dia! Finalmente acabou. Cheguei em casa, indo direto para o banho. Refiz as minhas forças, ali. Enrolada na toalha e secando os cabelos, saí do banheiro. Dei de cara com a morena linda, com quem namorava e desnamorava há meses. Estava irritada. Tinha os braços cruzados sobre o peito, quase deitada na minha cama. _ Oi, linda _ sorri feliz em vê-la. _ Você vai sair, não vai? _ Vou? Não sei. Tem algo de bom pra me oferecer? _ v***a! Gargalhei gostando de como cuspiu a palavra, tentando me ofender _ Sou sua v***a, Marta. Cuide bem de mim? _ meu tom era o mesmo que eu usaria com um criança. _ Você não me engana, Laura. Achei isso na sua bolsa _ mostrou o cartão de visita da Lucy. _ Esqueci de jogar fora _ disse alto, mais para mim mesma. Havia esquecido, realmente. Não ligaria para a Lucy. Eu nunca ligava. No entanto, havia salvo o número da Ana no meu celular, antes de jogar o seu cartão de visita. _ Até quando isso vai continuar? _ cobrou. _ Você me conheceu assim. _ Mas estou cansada. _ Está cansada de mim, então. Me abraçou chorando _ Larga essas idas aos clubes de orgias, por mim. Eu posso te fazer feliz. Sequei as suas lágrimas _ Como você pode me fazer feliz? Você não consegue nem fazer isso por você mesma. Olha só essas lágrimas. Deu um tapa no meio do meu rosto _ f**a-se! Ouvi a porta bater forte quando ela saiu. Comecei a me arrumar para a noite, sem me abalar. A Marta era o tipo de mulher que seria o terror de qualquer homem. Impulsiva e apaixonada. Os meus vizinhos chamaram a polícia na nossa última discussão. É olha que foi só um bate-boca b***a. Ao chegar no meu carro, vi dois pneus furados. Oh, Marta! Chamei um táxi. Nunca pensei em deixa-la, mas a situação estava ficando difícil. Eu não a entendia e acho que ela também não. Os mestres chegavam antes de todos. Precisávamos vestir fantasias ou nos despir. Dependendo de quem representavamos. Alguém bateu no meu quarto de fantasias. _ Entre por sua conta e risco _ informei divertida. Daniel, entrou com um sorriso, e veio até mim me dando um beijo no rosto _ Está tudo bem? _ Sim _ estranhei o seu interesse. _ Te vi de táxi. _ Minha garota furou dois pneus do meu carro _ gargalhei. _ Até você tem problemas com as mulheres _ admiração no seu tom. _ É só o amor que acabou. Nada de mais. _ Você está bem para essa noite? Não quer relaxar com um dos novatos, tem uns gatinhos no clube hoje. Rimos juntos. _ Não quero traumatizar os garotos _ brinquei _ Falando sério, Daniel. Estou pronta para uma grande aventura feminina. Fique com os gatinhos pra você hoje. Rimos mais um pouco. Tudo pronto para a entrada dos discípulos. O círculo formado. Vi os lindos jovens de quem o Daniel falara. Tentador, mas não me deixei levar. Preferia algo apaixonante e intenso como só uma mulher consegue ser. Isabelle se apresentou toda espontânea. Parecia não ter idéia de como as mentes das pessoas daquele lugar, se tornavam perversas diante de tanta ingenuidade. A minha mente também. Escolhi ela rápido, antes que outro se manifestasse. Estava ansiosa para ver o seu sorriso virar um choro de prazer. Beijei os seus lábios sendo muito bem retribuída e acariciada. Quem é o mestre aqui? Pensei, diante do seu toque no meu seio exposto. Sorri excitada, retirando o seu vestido de renda rosada. Depois a sua calcinha, com cuidado e prestando muita atenção nas reações dela. Chupou o meu seio em seguida. _ Você não veio até aqui para ter um experiência s****l trivial, Isabelle _ segurei o seu queixo, fazendo-a parar e beijei os seus lábios, antes de amordaça-la. Algemei suas mãos as costas e a conduzir para o meio da cama, onde a ajoelhei. Massageei bem o seu corpo macio com óleo de massagem, levemente aquecido. Isabelle ofegava e gemia baixinho diante do vai e vem das minhas mãos em movimentos circulares sobre o seu corpo. Ao terminar apalpei os seus s***s como se a ordenhasse algumas vezes. Depois subi e desci as mãos na parte interna das suas coxas, indo até sua virilha e voltando para os joelhos, de vagar, várias vezes. Um vibrador butterfly foi introduzido no seu sexo e acomodado devidamente no seu c******s. O brinquedinho ocupava toda a parte interna do seu sexo. Liguei com o controle remoto a ouvindo gemer em um suspiro. Abracei Isabelle por trás, beijando e mordendo o seu pescoço e ombros, enquanto as minhas mãos acariciavam os seus s***s, barriga e coxas. Foi tão doce o seu primeiro orgasmo. A fiz deitar a sua cabeça a frente, rendida, com a b***a para cima a minha disposição. Ofegou assustada quando lambi uma nádega, perto do sexo, vibrando molhado naquele brinquedinho bonito. Continuei chupando a suas nádegas, alternando. As minhas mãos exploravam a sua virilha e parte interna das suas coxas. Teve um orgasmo mais forte, quando deslizei um dedo no vale entre as nádegas. Pareceu assustada, quando me olhou por sobre o ombro. O orgasmo a traíra. Sentia medo daquela posição. Do poder que está posição me dava. Mas o medo acentuava o prazer. Todas as suas terminações nervosas ativadas e aumentadas com sua atenção focada naquele ponto específico. _ Relaxe um pouco ou vai ter um ataque nervoso, docinho _ acariciei as suas costas _ Não vou te f***r se isso não for para o seu prazer, entendeu? Balançou a cabeça, afirmando. A lágrima já estava lá. Joguei bastante lubrificante nos meus dedos e acariciei o seu vale proibido. Contornava o círculo escuro no meio do vale. Isabelle gemeu alto, outro orgasmo, com um chorar no fim. Ela odiava gostar disso. Interessante e delicioso. Havia pensado em vela derretida e chicotadas, mas essa mistura de medo, vergonha e descobrimento era tão melhor! Chorava, agora. Acariciei um dos seus s***s, sem parar de circular o orifício. _ Você já fez sexo anal? Afirmou com a cabeça. _ Doeu? Afirmou de novo. _ Não deveria doer, Isabelle. Homens só sabem meter e tirar. Tirei uma algema _ Deite-se na cama, doçura _ pedi. Isabelle deitou com a barriga para cima. Prendi suas mãos numa barra da cabeceira, acima da cabeça. Deslizei as mãos pelo seu corpo até o butterfly. Movi o brinquedo levemente sobre o seu c******s e extensão da sua v****a penetrada pelo mesmo. Um gemido suave seguido de outros seguiam o tremor do seu corpo. Estava tendo um orgasmo provocado pelo p*****g. Um longo e descontrolado orgasmo. Deslizei as mãos pelas sua barriga para mantê-la calma _ Isso Isabelle. Goze tudo para mim. Aumentou o tom dos gemidos diante das minhas palavras. _ Boa garota. Linda e deliciosa. Tirei a mordaça e a soltei das algemas com a minha mão livre. A outra, sobre o butterfly, ainda o movia levemente. Não que precisasse, mas era mais gostoso para ela assim. Precisou dormir um pouco, depois. Este tipo de orgasmo era muito exaustivo. Eu a deixei no quarto e fui para o corredor. Não queria perturbar o seu sono. _ Gostosa _ ouvi e levantei o olhar. Era um novato. Ninguém que me conhecia me chamaria assim. Loiro, alto e músculoso. Ele malhava há uns três meses, talvez. Ou era preguiçoso. _ O que faz no corredor, calouro? _ cobrei. _ Minha maestrina não aguentou o tranco _ sorriu convencido. Gargalhei _ Sorte a dela. _ E você? _ Cumpri o meu dever _ informei. _ Você está livre? Podemos _ começou a falar. _ Quer mesmo tentar a sorte? _ O que você pode fazer de m*l? _ Posso te comer. Reparei bem na sua reação de machão. Abriu a boca em surpresa, mas sorriu _ Pela chance de te comer, eu me arriscaria _ apoiou as mãos nos braços da minha cadeira. Olhei do lado ignorando ele por um segundo. Enquanto pensava. Eu estava quente por causa da Ana, Lucy e Isabelle. Não poderia estravazar com a Marta, portanto o loiro a minha frente era a minha melhor oportunidade de alívio. _ Vamos novato _ levantei e ele abriu espaço e me seguiu. As mesas de b**m no salão, estava livre. Caminhei até uma mesa rústica de madeira, que era usada como cama para os discípulos, e sentei. Eu de calcinha de couro e botas. O rapaz nu. Caminhou para mim ficando duro no percurso. Empurrei ele com a bota em seu peito quando se aproximou. Ficou confuso e tentou de novo. O empurrei mais forte. O salto o machucou de leve. Agarrou a minha perna e avançou. Empurrei com a outra perna e ele tinha minhas duas pernas em suas mãos, agora. Encostou o seu sexo nu no meu sob o tecido é precionou. Tirou as mãos das minhas pernas. Segurou a minha cintura as costas com uma mão e acariciou o meu seio com a outra. Acompanhei os seus movimentos imparcial, aparentemente. Beijou os meus lábios apaixonado, depois os meus s***s. Achou os zíperes laterais da minha calcinha e abriu, me deixando nua. Um jogo de camisinhas que eu guardava a altura da barriga caiu e ele pegou, achando graça. Sorri. Vestiu a camisinha e me penetrou com força, se fazendo sentir e continuou meio lento. Acompanhava as minhas reações com o olhar atento. _ Mais rápido _ pedi ofegante. Ele gostou do som da minha voz, obedeceu. Deixou uns gemidos escapar no seu novo movimento. Abracei-o pelos ombros, com o meu corpo se aquecendo em volúpia. Ele era bom. Gemi no meu primeiro orgasmo, e ele fez questão de ver o meu rosto. Isso o alterou, e os seus movimentos aumentaram descompassados. O meu orgasmo acabou junto com os seus movimentos. Fiquei meio decepcionada. Esperava mais que isso. Notou algo em meu rosto ao sair de dentro de mim _ Desculpa _ pediu. Isso me surpreendeu e levantei o olhar para ele. Um homem se desculpando por gozar, era novidade. _ Você disse que a sua parceira não deu conta? _ Disse. Ela desistiu depois de sei lá quantos orgasmos. _ Sortuda _ repeti o que havia dito antes, mas agora eu o ofendi sem querer. _ Você fica tão linda quando goza _ justificou. Sorri, gostando de ouvir isso _ Qual o seu nome? _ Noá. _ Hana _ me apresentei vestindo a minha calcinha. Desci da mesa e segui para o quarto, sem olhar para trás. Minutos depois, esperava o meu táxi a frente do clube, bem disfarçado em uma casa comum. _ Hana! Olhei para o homem me chamando por aquele nome no meio da rua. O novato vinha em uma corrida até mim. Fiquei sem reação. O que ele queria? _ Te dou uma carona _ ofereceu. _ Não fazemos isso por aqui, Noá. Não sei nada sobre a vida de ninguém neste clube e nem eles de mim. _ Tudo bem _ pareceu entender. Continuei esperando o táxi, imaginei que ele tivesse ido embora, mas estava ali. Encarei-o. _ Posso te levar em casa. Não vou contar para ninguém, aonde você mora. _ Já chamei o táxi _ sorri do seu esforço _ Vou te ver aqui na próxima sexta, não é? Olhou em meus olhos _ Vai _ soou como uma promessa. _ Vou te escolher, novato _ sorri. Sorriu lindamente feliz para mim. O meu táxi chegou e eu parti.
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