100. Daniela

1032 Palavras

Adormeci no peito do Flávio depois que nossos corpos se renderam um ao outro, embalados pela respiração pesada e pelo calor que ainda queimava entre nós. O sono veio denso, sem sonhos, como se fosse um abraço pesado do cansaço. Quando abro os olhos de novo, já é quase tarde. O sol atravessa a cortina, dourando o quarto inteiro, e eu percebo que passamos a manhã inteira entregues ao nosso próprio mundo. Me mexo devagar, e ele ainda tá ali, grande, forte, respirando fundo, mas logo abre os olhos também. O olhar dele me prende, preguiçoso e cheio de ternura. Ele puxa meu corpo de novo, como se quisesse me manter na cama o resto do dia, mas eu rio baixinho e escapo, enrolando o lençol no corpo. — Vou tomar um banho... — murmuro, tentando ignorar o rubor no rosto dele. Caminho até o banheiro

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