Capítulo 6 - Outro Companheiro?

1028 Palavras
Rose 2 anos atrás... "Você acha que se recusar a falar está ajudando o seu caso?" ele sibilou, seus olhos azuis queimando em mim. "Você está desafiando o seu alfa? Não me faça perder a paciência, Rose. Eu não quero te machucar." desviei o olhar e apertei os lábios, focando os meus olhos na grande árvore que era visível fora da minha janela. Isso pode me custar, mas eu não me importo mais. Eu sabia que isso o deixaria irritado, mas era exatamente o que ele pediu. Ele destruiu a minha vida apenas porque estava envergonhado da forma como eu falava, mesmo que não fosse minha culpa. Porque minha voz o irritava e o humilhava. Então decidi ajudá-lo um pouco e silenciar minha voz de uma vez por todas. Agora ele nunca mais vai me ouvir falar. Nunca mais. _______________ Presente Meu corpo dói. Cada centímetro de mim dói, mas não de forma tão insuportável como doía antes. Ao abrir os olhos lentamente, parecia que grandes pedras estavam amarradas nas minhas pálpebras e demorou muito tempo antes da minha visão se ajustar o suficiente para eu conseguir me concentrar. E, em vez da floresta escura e sombras horríveis das árvores gigantes ao redor, meus olhos caíram em um teto branco limpo. Também não parecia a floresta. Não estava frio e não havia cheiro de floresta. Tudo cheirava...normal? Talvez com um toque de aroma medicinal. Minha cabeça repousava em algo macio, provavelmente um travesseiro, e eu estava coberta com um cobertor muito confortável. Eu não tinha ideia de onde estava, mas o cansaço que sentia era tão profundo que eu não conseguia me importar. Não importava se eu estivesse morta neste momento, porque eu simplesmente não tinha mais forças para lutar. Agora era tudo destino meu, onde quer que ele me levasse. "Oh, você está acordada." meus pensamentos foram distraídos por uma voz feminina desconhecida, mas gentil. Reunindo qualquer força que eu tinha, virei lentamente a minha cabeça e uma jovem mulher usando óculos pretos grandes sorriu para mim. Eu a olhei em branco por um momento antes de um acesso de pânico me atingir com força e eu rapidamente me afastei, me afastando o máximo possível dela. Quem era essa mulher agora? Ela fazia parte daquela gangue repugnante de traficantes de escravos? Uma amiga da Alana? Eles realmente me pegaram de novo e eu perdi a minha única e provavelmente última chance de liberdade? Meus olhos instantaneamente vasculharam o quarto e parecia normal e limpo. Não era como o quarto nojento e fedorento em que me trancaram. Era todo branco, com persianas azuis. Havia três camas de solteiro, cada uma com lençóis azuis, cobertores azuis e capas de travesseiro. Eu também pude ver algumas máquinas aqui e ali e algo estava preso ao meu pulso direito. Algo parecido com um tubo ligado a uma bolsa de...água? "Não tenha medo." a mulher assegurou, me distraindo. "Você está perfeitamente segura agora. Eu sou a doutora Carrie Young, a médica do grupo." Meus olhos se arregalaram com suas palavras. Médica do grupo? Eu sabia o que médica do grupo significava. Mas espere...grupo? De quem era o grupo? Que grupo? Nada estava fazendo sentido para mim e tentar entender só me dava uma dor de cabeça lancinante. A última coisa que me lembro é que estava fugindo daquelas lobas gigantescas e furiosas pela floresta escura e então... Então eu encontrei uma ainda maior, com olhos verdes cintilantes, e ela soltou um uivo que congelou meu sangue antes de tudo escurecer. "Este é o grupo dos Blue Hounds. Você foi trazida aqui em... bem, não muito boa condição, eu diria, mas eu cuidei dos seus primeiros socorros e agora tudo o que você precisa é descansar o máximo possível e relaxar para poder se curar." ela continuou quando eu não respondi. "Como você se sente agora?" Como eu me sentia? Eu não tinha ideia. Além do cansaço óbvio, tudo o que eu sentia era...nada. Eu estava apenas...vazia. E eu não sabia como explicar isso para alguém. "Tudo bem, não tenha pressa. Você pode levar o tempo que precisar." ela sorriu. "Apenas saiba que você está completamente segura e...ninguém vai te machucar aqui." levantei os olhos para os dela e ela me deu um olhar compreensivo e simpático. "Voltarei em breve com alguns remédios. Relaxe." observei enquanto ela se virava e saía, fechando a porta atrás dela. Meu corpo afundou com alívio e, suspirando, olhei sem expressão para as minhas mãos arranhadas. Eu tinha tantas perguntas que queria fazer. Como vim parar aqui? Quem me trouxe aqui? O que eu ia fazer agora? Onde estava e o que o futuro me reservava? Eu não tinha dinheiro, nem família, nem amigos... Eu não tinha ninguém que eu pudesse chamar de meu neste imenso mundo. Se eu estivesse sozinha, não me importaria. Eu não me importaria se morresse. Mas esse era o problema. Eu não estava mais sozinha. Minha vida não era mais apenas minha. Agora pertencia à pequena vida que estava crescendo dentro de mim. Meu estômago se revirou e engoli o gosto amargo que subiu até a garganta. Esse era um fato que eu ainda tinha que processar. Tudo aconteceu tão rápido que eu nem tive tempo para isso. Um momento a médica do grupo estava me dizendo que eu estava grávida e no próximo momento eu estava fugindo daqueles lobos horríveis para proteger essa pequena vida com a qual eu nem estava familiarizada. Tudo entre isso é um borrão. A onda nauseante de pânico me atingiu novamente enquanto eu me encolhia em posição fetal, tentando encontrar um pouco de calor e me assegurar de que tudo ficaria bem. Tudo ia ficar bem. "Querida.", era a médico novamente. Nem percebi quando ela voltou. "Há alguém que você deve conhecer. Ele é quem te trouxe aqui e salvou a sua vida" Eu pisquei, meu coração parou por algum motivo com suas palavras. De repente, uma sensação estranha me envolveu, uma sensação difícil de explicar, enquanto eu me forçava lentamente a levantar a cabeça. No momento em que o fiz, meus olhos caíram sobre um par de olhos cinzentos e... Algo dentro de mim se moveu. 
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