P.O.V: Tony
Base dos Vingadores
Eu estava no laboratório/oficina tentando achar alguma pista de um certo picolé.
— Anda Rogers cadê você? — Enquanto eu tentava achar algo meu celular começa a tocar, estranhei quando vi o nome no visor. — Pirralho? Por que tá me ligando? Algum problema? — Ele tentava falar mas parecia muito nervoso e não falava coisa com coisa e se embolava em suas próprias palavras. — Peter me escuta — Ele para de falar. — Isso agora respira e fala de fala e com calma — Ele consegue se acalmar e me fala oque aconteceu, mas com a notícia meu coração para e se parte em mais de mil pedaços.
Desligo a ligação, pego a minha armadura e saio voando o mais rápido possível nem ligando pro buraco que fiz no teto. Bom eu que vou pagar mesmo.
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Assim que chego no hospital deixo minha armadura 'estacionada' na entrada o que causou muitos olharem.
Entro correndo em direção à recepção.
— Oi... Eu to procurando minha filha Emma Stark — Digo para a moça na minha frente.
— Claro ela está... no quarto 6 no final do corredor junto com o namorado — Ela diz sorrindo.
— Obrigado — Eu já ia saindo quando percebi uma coisa. — Pera namorado? —
— Sim. Ele acompanho ela na ambulância e disse que era o namorado dela. Seu nome é Peter Parker — ISSO SÓ PODE SER BRINCADEIRA NÉ? — O senhor não conhece ele? — Ela pergunta.
— Claro que eu conheço, como eu ia esquecer do meu... do meu...— Eu tentava falar a palavra mas não saia. — Enfim eu vou vê-los — Digo saindo de lá.
"PETER EU E VOCÊ VAMOS TER UMA BOA CONVERSINHA"
Eu vou em direção ao final do corredor mas parecia que não tinha fim... Parecia que a cada passo que eu dava mais distante o quarto ficava...
Finalmente cheguei no quarto, mas me deparei com a cena que eu nunca imaginei que um dia eu ia ver e que eu desejava não ver nunca...
Emma estava ligada à vários aparelhos que a ajudavam de varias formas, um que a ajuda a respirar, estava ligada ao soro e um aparelho que monitorava seus batimentos... Esse pra mim foi o pior.
Quando olhei bem pra ela também pude perceber alguns ferimentos mas já estavam com curativos, olhei pro lado e vi Peter segurando na mão de Emma desacordada. Ele deve ter ficado acordado a noite toda com ela....
Tirando o Peter essa era definitivamente a pior cena que eu já vi.
Peter não me notou ainda mas conforme eu ia me aproximando ele começava a notar até que ele se virou pra mim e eu pude perceber que seus olhos estavam vermelhos de tanto chora.
— Oi Peter....— Foi tudo que eu consegui dizer.
— S-sr Stark — Dou um sorrisinho pra ele, mas Peter abaixa a cabeça me deixando confuso. — Me perdoa Sr.Stark eu prometi pro senhor que ia cuidar da Emma mas eu fracassei....—
— Peter não se culpe, se não fosse por você ela podia estar bem pior — Tento acalma-lo por mas que seja um pouco difícil com a situação que estamos.
Peter solta um suspiro e diz.
— Sr.Stark tem uma coisa que você precisa saber mais acho melhor o médico te conta —
— Peter me fala logo quer me deixa mas desesperado — Digo um pouquinho alterado.
— Tá bom já que você quer tanto saber... Por causa da explosão alguns destroços do elevador ficaram presos no peito dela igual oque aconteceu com o senhor, o médico diz que ela tem duas opções de sobrevivência, ou colocar um reator ou a cirurgia que corre um pequeno risco de morte —
"Não...Tudo menos o reator, não vou deixa ela sofrer como eu sofri"
— Eu quero o reator — Eu e Peter nos assustamos com essa voz mas quando olhamos pra Emma a mesma estava sentada olhando pra nós dois.
Peter vai pra mas perto dela, ele dá um abraço nela e Emma retribui.
— Você disse oque? — Pergunto
Ambos se separaram. — Eu disse que eu quero o reator —
— Mas não vai rolar — Digo.
— Pai você ouviu o Peter tem chance de eu morrer —
— É mas se você botar o reator vai sofre do mesmo jeito que eu sofri — Digo olhando nos olhos dela. — Você não se lembra de como você ficava preocupada comigo por causa do reator? De quantas vezes você me falo pra tirar aquilo e fazer a cirurgia? — Emma se cala.
Peter segura a mão de Emma fazendo a mesma olhar pra ele.
— Emma seu pai tem razão — Diz Peter.
— Mas...mas eu tenho medo de morre — Os dois ainda se encaravam, Peter solta um sorriso com oque Emma diz e continua.
— Lembra da promessa que eu fiz a você ontem? — “Pera de que promessa eles tão falando? Não to gostando nada disso. “— Então saiba que eu vou cumpri-la todo custo, mesmo que eu morra — Emma sorri pra ele.
“MAS DO QUE ESSES DOIS ESTÃO FALANDO?”
Emma solta um suspiro pesado e cansado.
— Tudo bem eu faço a cirurgia — Ela diz olhando pra mim.
— Eu vou atrás do médico já volto — Diz Peter.
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P.O.V: Peter
Enquanto o Sr.Stark falava com o médico eu ficava cuidando de Emma.
— Peter posso te fazer uma pergunta? — Diz Emma.
— Claro —
— Bom desde quando a gente se beijo pela primeira vez eu tinha uma dúvida, se oque eu sinto era recíproco, mas quando você me beijo essa dúvida deu uma sumida, mas eu percebi que era sempre eu que tomava a iniciativa — Ela me olha e eu já sabia onde ela queria chegar. — Eu achava que isso era por que você é bem tímido, mas a dúvida se esse sentimento é recíproco ou não continuou... Então Peter você realmente gosta de mim? — Eu sabia que ela ia perguntar isso, é lógico que eu sabia a resposta, eu realmente gosto da Emma mas o problema é que eu não sei expressar isso.
"Bom tá na hora de aprender, afinal ninguém nasce sabendo das coisas..."
— Olha Emma eu...— Fui interrompido pelo Sr.Stark e o doutor entrando.
— A sala de cirurgia já está pronta Senhorita Stark — Emma olha pra mim esperando que eu disse-se logo.
— Quando você acorda da cirurgia eu continuo —
— Ah Peter... Isso é jogo sujo — Apenas rio do seu comentário.
Então uma enfermeira aparece e injeta morfina na Emma fazendo com que ela durma.
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P.O.V: ????
Chego na base e vou logo falar com meu chefe.
— Então como foi a missão Caçadora — Ele diz de costas pra mim.
— Ela não morreu mas esta internada num hospital perto de lá — Digo observando ele.
— Ótimo já que ela não morreu então vamos ao plano B — Ele diz com seu sotaque russo. — Vou mandar uma equipe na qual você vai liderar — Ele se vira pra mim e chega bem perto do meu rosto. — Você não vai falhar né soldado? —
— Eu nunca falho — Digo a ele, oque faz com que ele ria.
— Eu sei que não — Ele se afasta de mim e volta a ficar de costas. — Agora vai se preparar —
— Sim senhor — Saio de sua sala e vou em direção à área de treinamento.