P.O.V: Emma
6:40 - Segunda
Acordei um pouquinho atrasada pra escola então pulei da cama e acabei caindo mas quando me levantei vi que na minha escrivaninha tinha uma carta, sorri pensando que era do Peter mas quando abri me assustei.
Minha respiração estava acelerada, minha mente não queria funcionar e eu não conseguia parar de olhar para a carta, na carta estava escrito:
"Oi 'filha'!
Não se assuste sou eu a sua mãe.
Eu só queria dizer uma coisa, você pode ter meu sangue e ter saído da minha barriga mas você não é minha filha, não te considero como filha... Eu poderia dizer que lamento mas estaria mentindo, os Stark são egoístas e só ligam pra si mesmos...quero essa linhagem extinta da face da terra.
Bem eu sugiro que curta sua vida enquanto pode por que nunca se sabe oque pode acontecer não é mesmo? Nunca sabemos oque pode acontecer no dia de amanhã não é 'filinha'. Ah quase que eu me esqueço, se eu fosse você prestaria mas atenção no seu namoradinho ou você quer que ele se machuque?"
Após ler a carta minhas mão começaram a tremer e eu acabo deixando a carta cair no chão.
"Minha mãe está viva......Não, não pode ser....Isso....isso é impossível né?!!"
Depois que a ficha caiu, eu não conseguia pensar em mais nada, nem fui pra escola hoje, tinha muito o que pensar ainda.
8:15
Eu estava na cama pensando nisso tudo, minha mente estava quase explodindo até que de repente eu escuto uma voz.
— *Oi Emma saudades de mim? — Eu olhei pra todos os lados mas não achava ninguém. — * Eu não estou ai querida estou na sua cabeça — Ela diz.
— Oque? Como? — perguntei.
— *Simples, você e seu pai não são os únicos com brinquedinhos — Quando ela disse isso eu só pensei nos experimentos que a HYDRA fez com os irmãos Maximoff. — *Acertou! parece que alguém aqui tem uma boa memória — Ela diz rindo e eu serro os punhos de raiva.
"Eu juro que quando eu ver essa mulher na minha frente eu vou..."
— *Vai oque? Me mata? — Ela da uma risada bem alta que doeu minha cabeça que até tive que botar as mãos na mesma. — *Não seja i****a garota, não se esqueça que eu to de olho no seu namoradinho. Se bem que isso seria um alivio já que aquele aracnídeo desgraçado não sai do meu pé —
— Se você encostar um dedo no Peter, eu juro que te mato — Eu disse com muito ódio. Mas então parei pra pensar, ele sabia? Ele sabia e não me contou? Por que? Isso explica o por que dele ter me enchido de perguntas sobre minha mãe.
— *Ah então o nome do Homem Aranha é Peter......Bom saber disso —
"m***a!!"
Depois de dizer isso várias memórias minhas vieram a tona junto com uma baita dor de cabeça e eu estava me segurando pra não gritar. — Faz isso parar — Eu disse apertando minha cabeça com muita força pra cessar a dor.
— *Não até eu descobrir como é o tal de Peter — Ela diz num tom maléfico.
Após um tempo ( 5 minutos ) a dor passou e ela disse.
— *Obrigado pela ajuda 'filhinha' — Quando ela disse isso eu dei um grito de raiva muito grande que Pepper veio correndo ate aqui pra ver o que aconteceu.
— Ta tudo bem Pepper eu só estou com muita dor de cabeça — Eu disse e ela me ofereceu um remédio e tomei mas eu não parava de pensar nisso.
P.O.V: Peter
15:40
Estava indo pra casa da Emma entrega os deveres que os professores mandaram já que ela não foi hoje.
Cheguei lá e toquei a campainha e Pepper me atendeu.
— Oi Srta.Potts eu vim ver a Emma e entrega os deveres pra ela — Ela me da um sorrisinho.
— Claro, mas Peter você pode me fazer um favor? — Ela pergunta e eu digo que sim. — Vê se você faz ela comer — Não entendi então ela me explica a situação.
— Tá, eu faço sim —
Eu subo as escadas e vou direto pro quarto da Emma, bato na porta e pergunto:
— Emma posso entra? — Do outro lado ela murmura um "entra", então eu entro.
Assim que eu entro, me deparo com Emma sentada em frente a uma janela, vejo que seu rosto está sério demais pra ser a minha Emma, sinto a preocupação dominar o meu corpo, então decido me aproximar.
— Emma, você está bem? — Ela continua séria, e eu cada vez mais fico preocupado com ela
Ela estava com o rosto sério e olhando pro nada, como se estivesse perdida.
— Emma oque foi?...Emma me responde por favor — E mesmo assim, nada. — Ei, olha pra mim, fala comigo, oque aconteceu? — E nada — A Srta.Potts me disse que você não comeu ainda Emma, você quer passar m*l? Ela também me disse que você estava gritando muito, como se estivesse com uma dor desumana e insuportável —
E então, ela finalmente vira o rosto e olho pra mim, mas mesmo ela olhando pra mim, eu sinto que o olhar dela continua longe.
Então ela simplesmente fala:
— Você sabia.... — E sua voz sai como um sussurro mas consegui ouvir. — VOCÊ SABIA!! VOCÊ SABIA DISSO!! —
— Emma, oqu...—
— SAI DAQUI — Ela grita novamente e eu continuo sem entender nada — AGORA —
P.O.V: Emma
Após ter pedido pra Peter sai eu lembro:
"Não seja i****a garota, e não se esqueça que eu tô de olho no seu namoradinho"
Não podia correr o risco dela machucar ele então quando Peter estava prestes a sair pela porta.
— ESPERA!! — Ele paro na porta mas não me olha — A quanto tempo você sabe Peter..... — Pergunto.
— Sei do que Emma? Eu nem sei do que você ta falando — Ele disse me olhando e fechando a porta.
— Peter por favor você sabe perfeitamente do que eu to falando — Eu digo e ele ainda não entendeu. — Minha mãe ta viva Peter e você sabia — Ele arregalo os olhos e tentou dizer alguma coisa mas ele só gaguejava, então é verdade. — Me diz por que você não me contou a verdade e ficou só perguntando como ela morreu? — Perguntei com meus olhos já marejados.
— Eu não tinha certeza do que estava fazendo e também não queria que você ficasse assim, eu achei que poderia cuidar disso sozinho — Eu virei de costa pra ele e fiquei encarando a cidade de novo mas Peter continua . — Mas pelo visto não consigo mas eu acho que nos dois juntos conseguimos — Me virei pra ele e sorri. — Mas como você descobriu que ela tá viva? —
— Bom eu só sei que hoje de manhã tinha uma carta dela na minha escrivaninha — Peter começou a me encher de perguntas do tipo "você ta bem", "ela fez algo com você" e depois do interrogatório — Mas oque você ta fazendo aqui? —
— Trouxe os deveres de casa e a matéria que foi dada — Agradeci.
Então Peter estava me ajudando com a matéria por mas que eu não precisa-se mas surgiu a seguinte pergunta.
— Peter você não estava pensando em enfrentar ela sozinho né? — Ele me olhou e disse.
— Se fosse preciso pra te proteger sim — Eu achei fofo mas também não gostei.
— E você não planejava me conta? — Ele diz que sim.— Então você não ia precisar lutar sozinho —
— E eu não ia arriscar a sua vida — Eu fiquei chocada.
— E eu não ligo eu não ia te deixar sozinho, eu faço as minhas escolhe e se precisar pago as consequências por ela —
— Emma...— Quando ele ia continua ouvimos uma explosão, fomos pra janelas e vimos que era perto do Central Park eu e Peter nos encaramos e ele sabia oque eu queria e nem discordou, era uma batalha perdida contra mim.
— Vamos lá?— Pergunto animada.
— Sim —