P.O.V Emma
Ai, minha cabeça.
Boto a mão na cabeça por causa da dor. Por que ela tá latejando? Pior que não me vem nada na memória e nem sei que horas são. Cara, o que aconteceu? Só me lembro de ter feito uma festa ontem.
— Você virou uma garrafa de whisky e ainda bebeu muito — Peter entra no meu quarto, do nada. — Deve ser por isso que esta com essa dor de cabeça —
— Sério? Eu juro que não lembro de nada — Eu tentava lembra mas a dor só piora, mas me veio uma pergunta em mente. — Eu falei alguma besteira pra você ou tentei? Aliás, o que você está fazendo aqui? E que horas são? — Pergunto, ainda muito confusa.
— A gente dormiu junto — Eu olhei pra ele com os olhos arregalados. — N-não nesse sentido e você.....não fez nada — Eu suspirei aliviada mas senti que tinha um pouco de mentira nisso. — Eu só dormi aqui pra garantir que você não fizesse nenhuma besteira e são... — Ele olha no celular que esta em seu bolso. — 11:32 —
— Ah tá —
— Pera, 11:32?! Caramba! Eu esqueci que o Ned vai almoçar lá em casa — Peter, do nada, fica nervoso.
— Calma. Não são nem 12:00 ainda — Tento acalmá-lo mas não obtive sucesso algum.
— Só que minha tia faz a comida cedo e essa hora, ela já deve estar fazendo, o Ned já deve estar lá e minha tia deve estar desesperada tentando me ligar e me metralhando de perguntas —
De repente como se as palavras dele tivesse sido ouvidas, o celular de Peter toca. As vezes, eu acho que ele prevê o futuro e que não tem nada a ver com o sentido aranha. Ele sai do meu quarto e vai atender o celular em outro lugar, enquanto isso vou no banheiro, tomo um banho e vou me arrumar, mas antes tomo um remédio pra vê se diminui minha dor de cabeça.
"Beber é até legal mas ficar de ressaca.....É uma m***a"
5 minutos depois...
Eu ainda estava me arrumando, quando Peter entra no meu quarto:
— Voltei. Olha, eu... — Ele diz entrando no quarto mas logo para na porta paralisado.
Eu só estava com minhas roupas de baixo e estava tão vermelha quanto ele.
— Eu tenho que ir — Peter estava tentando sair o mais rápido possível do meu quarto. Ele estava com tanta vergonha que se eu também não estivesse morrendo de vergonha teria rido do jeito dele.
— Ei me espera. Vou te acompanhar até lá —
— O-ok —
Peter desce rapidamente. Ele me faz rir quando eu tô na pior situação. Ele é engraçado, principalmente quando ele fica com vergonha. Termino de me arrumar e desço.
P.O.V Peter
12:00
Chegamos na minha casa. A May vai me dar uma bronca que eu tô até vendo. Bato na porta, e ela abre com uma cara...
— Oi...— Digo da maneira mais tranquila possível
— Oi? Oi? É só isso que você tem a me dizer? Olha Peter eu...— Ela estava quase me dando uma bronca, mas viu a Emma ali e parou.
— Desculpa, tia May, Eu...— Emma me interrompe
— A culpa foi minha Sra.Parker.... Eu pedi pra ele ficar lá comigo — Senhora Parker? Quanta formalidade.
— Não não não, sem essa de senhora Parker. Pode me chama só de May — Ela diz sorrindo pra ela. — Tudo bem, vocês são adolescentes. Eu tenho que me acostumar, mas Peter, quero conversar com você depois — E eu pensando que tinha escapado.
— Bom Peter. Tenho que ir — Emma olha pra mim e me dá um beijo na bochecha.
— Que isso querida. Almoça aqui. Eu fiz bastante comida e o Ned e o Peter não vão comer tudo sozinhos. Eu conheço os dois — Ela diz olhando pra mim. — Vai Emma. Fica pra almoçar —
Ela olha pra mim e eu apenas dou um sorrisinho.
— Bom... Tudo bem. Já que não tem ninguém em casa e eu não sei cozinhar direito, não tem problema —
— Ótimo! Bom, entrem —
Era bolo de carne. Minha tia tá melhorando mesmo nas receitas dela.
Estávamos todos comendo em silêncio. Nem o Ned falava, e ele fala bastante. Tudo estava tranquilo até que minha tia decide fazer uma pergunta super discreta.
— Então Emma, você e o Peter estão juntos? — Eu acabo engasgando com a pergunta, que precisei virar o copo de suco. Emma e Ned riram, me deixando sem graça
— Bem...— Emma começa mas não sabe como termina.
— Tia, isso não é algo para se conversar na hora do almoço — Tento fugir do assunto.
— Por que não? Eu acho que é a melhor hora para falar sobre isso já que estamos todos reunidos — Ela diz me contradizendo.
— Ah... Não é não — Digo.
Ned e Emma continuam rindo de mim.
5 minutos depois...
— O bolo de carne estava muito bom, May — Obrigado por fugir desse assunto Ned.
— Obrigado Ned. Fala pra sua mãe vir da próxima vez —
— Tudo bem, mas agora eu tenho que ir. Ela me ligou umas três vezes — Diz se levantando
— Eu te acompanho eu tenho que ir ate um lugar mesmo — May fala e pega sua bolsa. — Tchau Peter, eu vou no mercado. Daqui a uns minutos eu tô voltando, tá? —
— Tudo bem —
— Peter se comporta — May diz e eu fico meio vermelho, olho pra frente e vejo Emma segurando o riso.
Minha tia sai de casa. Eu e Emma estávamos quase terminando de comer o bolo de carne:
— Estava pensando da gente ir no cinema o que você acha? — Emma pergunta pra mim.
— Pode ser....Quando? —
— Daqui a pouco, quando acabarmos —
— Ah, tá bom. Só vou trocar de roupa. Pode me esperar aqui ou no meu quarto, se quiser —
— Ok — Ela diz e termina de comer, leva o prato até a pia e lava.
Sinto que a Emma quer me falar alguma coisa e não duvido nada que seja sobre o que minha tia falou hoje na hora do almoço. Já vi que vou ouvir dela e da minha tia. Falando nisso, Ned estava meio estranho. Não falou muito e foi embora rápido. Ele costuma ficar durante um tempão, mas tudo bem. Termino de me arrumar e vou no meu quarto, quando chego lá ela estava com fones.
— Ah... Oi? — Tento chamar a atenção dela, só que ela não me ouve. Também, o fone alto desse jeito. Dá pra ouvir daqui da porta. — Emma? — E ela não ouve. Pego o travesseiro e jogo no rosto dela. Ela ri, tira o fone e joga o travesseiro na minha cara também.
— Que foi? —
— Vamos? Já tô pronto —
— Vamos —
Nós íamos saindo do quarto, até que eu vejo um negócio branco no cabelo dela.
— Pera, tem um negócio no seu cabelo —
— O que é? É um bicho!? Tira, tira, tira — Ela começa a ficar nervosa
— Não, não. É do travesseiro — Começo a rir da cara dela e de sua reação. Ela serra os olhos, me dando um soco no braço. Quando ela ia me dar outro, segurei o braço dela, até que nossos olhares se cruzam. É como se alguma coisa conectasse a gente, nossos corpos, nossos lábios. Solto o braço dela e coloco minhas mãos no rosto dela. Estávamos bem próximos, mas não o suficiente pra juntar nossos lábios, só que minha tia aparece do nada e atrapalha.
— Querido, viu as cha...— Ela diz entrando no quarto, então eu e Emma nos separamos imediatamente. — Opa, eu interrompi alguma coisa? — Eu senti minhas bochechas queimarem num modo que eu nunca senti de vergonha e as da Emma também estavam bem vermelhas. — Desculpa interromper, é que eu não tô achando as chaves. Você viu? — Ela aponta pra mim.
— A-ah... A senhora sempre deixa na cozinha — Respondo, ainda cheio de vergonha.
— Ah é verdade. Vou lá. Desculpa de novo — Ela diz e sai mas em menos de um segundo volta — Uma pergunta vocês vão sair? —
— A gente vai no cinema — Responde Emma.
— Ah tá. Bom, volta cedo pra casa e dessa vez se você for dormir na Emma, me liga —
— Tá bom —
Minha tia sai do quarto de vez. Parece que todo mundo sabe o que eu estou fazendo e interrompe. As vezes é chato. Emma olha pra mim, dá um sorrisinho e me dá um selinho. Fiquei surpreso, muito surpreso com seu ato.
— Bom, vamos? Antes que esgotem as sessões — Emma diz pra mim, sorrindo.
— O-ok... — Minhas bochechas ainda queimavam.
SHOPPING
P.O.V Emma
Estávamos quase chegando no shopping, mas eu não paro de pensar na pergunta que a tia dele fez. Estamos juntos ou não? O Peter não me pediu em namoro e nem sei se ele gosta de mim. Quero falar sobre isso com ele, mas sei lá, tenho certeza que ele vai mudar de assunto e tenho um pouco de medo da resposta.
— Peter, lembra da pergunta que sua tia fez? —
— Que pergunta? —
— Sobre eu e você — Ele fica calado durante um tempinho.
— Emma, tem certeza que quer falar disso agora? —
Sabia que ele ia falar isso. Por que ele hesita tanto? Porém, ele não pode hesitar sempre. Um dia ele vai ter que falar.
Chegamos no cinema e fomos pra fila do filme que nós queríamos ver. De repente, dois caras armados chutam a porta do cinema.
— TODO MUNDO NO CHÃO. AGORA! — Grita um deles, apontando a arma pra todos. Eu abaixei e Peter também. Um deles foi direto na minha direção e viu meu 'relógio'.
— Relógio bonito moça.— Ele diz e olha pra mim — Igual a dona — Ele passa a mão pelo meu rosto — Perdeu — Ele tenta tirar meu relógio, só que não consegue, pois não sabe como meus relógios funcionam.
— Clica na tela dele — Digo e ele clica, mas ainda assim, não consegue tirar meu relógio.
— Garota mentirosa! Vou tira esse relógio de você nem que eu tenha que te m***r!! — Eu só olhei pra trás dele e vi minha armadura chegando. Abri um sorriso. Um deles desvia, mas o outro que estava tentando tirar meu relógio, a armadura atropela, jogando-o pro outro lado da sala. Me levanto e ela se junta ao meu corpo aos poucos. Pego um impulso com as botas e dou um soco na barriga de um deles e depois, o arremesso em cima do parceiro dele que tinha acabado de levantar por causa do empurrão que a armadura deu nele. Eles atiram em mim, só que não dá em nada.
— Legal a arma de vocês? E a minha o que vocês acham? — Digo isso num tom sarcástico. Então uma arma sai do pulso da minha armadura e dá um tiro no braço de um deles, fazendo-o gritar de dor.
— Quem é você? — O outro pergunta nervoso ao ver o parceiro sangrando.
— Eu sou... A filha do Homem de Ferro! — Digo isso num tom orgulhoso. Eles saem correndo. Então eu aproveito que estavam todos no chão e peço os ingressos para atendente. Chamo o Peter e a gente entra.
P.O.V Peter
O filme já havia acabado.
— Cara, que filme r**m — Diz Emma.
— Pois é. E olha que a sala estava cheia. Ninguém gritou ou riu. Esse filme foi muito r**m mesmo....Bom, eu vou ter que ir pra casa, pra ter a garantia que eu vou chegar cedo —
— Eu também tenho que ir. Tenho que arrumar a sala antes da Pepper e do Happy chegarem —
—Tá bom. Tchau Emma —
— Tchau Peter —
A gente se abraça e fica um encarando o outro então eu tomo coragem e roubo um beijo dela. Fico com vergonha, mas ainda assim, feliz. Ela demora um pouco pra percebe oque aconteceu mas assim que percebe abre o sorriso mais lindo que já vi e vai embora, então eu decido ir embora.
10 minutos depois...
Em casa
— May? — Chamo ela assim que entro em casa.
— Tô aqui Peter — Escuto ela gritando da cozinha e vou até lá, ela estava de costa pra mim fazendo alguma coisa. — Então como foi seu passeio? — Ela pergunta virando pra mim.
— Foi... Divertido, muito divertido — Digo me lembrando dos ocorridos, mas quando lembro do nosso beijo não consigo evitar um sorriso.
— É pela sua cara deve ter sido ótimo — Ela diz me dando um sorriso, um dos maiores sorrisos que ela já deu. — Mas sendo sincera vocês dois formam um belo casal — Fico um pouco vermelho mas não consigo esconder minha felicidade.
Mas como dizem o que é bom dura pouca. Assim que May disse aquilo me arrepiei do corpo a cabeça e ouvi sirenes de polícia e alguns tiros, olhei pra janela e depois pra May.
— Er...May —
— Vai lá mas toma cuidado —
Sorri pra ela e fui pro meu quarto e vesti meu uniforme, sai pela janela e fui atrás dos polícias.
É o dia tá sendo agitado.