Eu ainda estava acordada quando ouvi o portão da garagem se abrir devagar. O som discreto do motor desligando me fez prender a respiração. Meu coração disparou no peito. Era ele. Me levantei sem fazer barulho e fui até a porta, espiando por entre as frestas. Rodrigo entrou de fininho, com passos cuidadosos. Não parecia ter bebido, mas parecia ansioso. Quando ele chegou à varanda, eu me afastei correndo, voltando para onde estava deitada. Ele abriu a porta e olhou em volta, como se estivesse checando se todo mundo já tinha dormido. As meninas estavam espalhadas pela sala, algumas cobertas até o pescoço, outras com travesseiros jogados de qualquer jeito. O filme ainda pausado na televisão. Ele foi até o corredor e olhou em direção à cozinha, confirmando mais uma vez se tinha alguém acord

