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2837 Palavras

Guilherme Estou afundado no sofá da sala, a fumaça acre de um cigarro dançando preguiçosamente no ar ao meu redor. As sombras alongadas do abajur brincam nas paredes, distorcendo a familiaridade do ambiente em uma cela escura para meus pensamentos inquietos. O silêncio deveria ser um bálsamo, mas se tornou um eco constante da minha própria estupidez. Como pude ser tão cego? Meu "querido" irmão orquestrou essa farsa elaborada sob meu nariz, e eu, consumido pela minha própria arrogância, não percebi os sinais óbvios. A forma possessiva como ele a olhava, a insegurança mascarada por agressividade... o medo visceral de perdê-la para mim pulsava como uma febre em sua alma perturbada. Ele sabe que não pode competir comigo lealmente... - digo em voz baixa, retirando o cigarro dos lábios e obse

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