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2696 Palavras

Tiago O sono me encontra, pesado e fugaz, depois da tempestade emocional da noite. Sinto o calor suave de um corpo aninhado ao meu, um braço e uma perna lançados sobre os meus como se buscando um refúgio seguro. Não preciso abrir os olhos para saber quem ousou invadir minha fortaleza. Luz. Sim, aquela pirralha teimosa e mandona. Deslizo lentamente da cama, cada movimento calculado para não perturbar seu sono aparentemente tranquilo. Tenho certeza de que, ao despertar, seus olhos azuis faiscarão em reprovação, e sua voz melodiosa se elevará em um sermão bem merecido. Fui um covarde egoísta ao esconder a verdade, permitindo que a esperança vã de uma lembrança perdida toldasse meu julgamento. E se eu tivesse contado antes? Teria feito alguma diferença? Uma dúvida c***l rói minhas entranh

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