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2041 Palavras

Guilherme O quarto era um reflexo do meu estado de espírito: um caos absoluto. Cada móvel fora empurrado, gavetas escancaradas, roupas espalhadas pelo chão como se tivessem explodido. Ninguém entrava, ninguém saía. Desde que Tiago embarcou para aquela maldita Nova York, eu estava trancafiado aqui, prisioneiro do meu próprio lar. Ele não pode fazer isso comigo... Não vai ficar por isso, Tiago. A raiva fervia em minhas veias, um veneno lento corroendo minha sanidade. Pode ter certeza de que haverá uma volta! Como ele pode sequer imaginar que seria tão fácil derrubar o próprio irmão? A pergunta ecoava em minha mente, uma acusação constante. Não seria? Somos iguais. Deveria ser dividido em tudo. Não posso e nem vou ser menos que ele! Sempre pensando naquele egoísta, nunca em nós. Só preval

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