A vista de Los Angeles era esplêndida, inexplicável tamanha beleza ao contemplar boquiaberta enquanto Breno remava levemente uma canoa que havíamos alugado. Uma linda melodia solada por um músico que tocava um violino uma linda sinfonia bethove, fazia aquela tarde ensolarada criar mais vida. Estava tudo tão perfeito.
— Obrigada Breno, me sinto especial contigo. — digo lisonjeada ajeitando meus cabelos bagunçado pelo vento colocando-os atrás da orelha.
— Você é uma garota muito especial, passaria o resto de minha vida contigo. — seu sorriso me deixava sem jeito, estava muito feliz com sua companhia aqui em Los Angeles.
—Tomara que as horas passem bem devagar. — Pensei alto, olhando para o relógio pois Breno partiria no domingo, teríamos apenas o dia seguinte para aproveitarmos.
— Infelizmente o tempo voa quando estou com você princesa, estou ansioso para praticarmos violão juntos amanhã como prometido.
— Para de me bajular seu bobo.— falei um pouco envergonhada pois Breno me surpreendeu bastante. No começo eu achava que era apenas um rapaz preocupado apenas com seu status, porem provou ser bem prestativo, me ensinou a dirigir, tocar violão, ele é um príncipe na verdade.
Aproveitamos o resto da tarde saboreando um delicioso sorvete em uma lanchonete simples, porém a mesa era uma decoração de madeira rústica, com duas taças de vidro que m*l caberia tudo em meu estômago.
Retornamos ao condomínio onde estaria hospedada por algum período até terminar os estudos. Trocamos afetos, típicas brincadeiras bobas de casal apaixonado a primeira instância. Breno me fazia tirar o fôlego, só de estar com ele, me fazia me sentir tão leve e flutuante.
— Nhe Nhe nhé!! muita melação para meu governo. — enquanto estávamos distraído em nossos desvaneios, escuto tais provocações vindo de uma garota de cabelos bem claros, parecia estar voltando de alguma academia. Observo seu jeito esnobe, me recordo de sua fisionomia de algum lugar.
— Desculpe, seu rosto não me parece estranho...
— Garota, eu estou morando ao seu lado faz uma semana, estudamos na mesma universidade e frequentamos a mesma igreja. — fico pasma de queixo caído ao ouvir tais informações.
— Sinto muito, ando meio distraída...
— É lógico, fica se ocupando com namoradinhos, e se acha uma super estrela, aí não me elogie ui ui, sou só uma ovelhinha. Ouvi aquele discurso barato.— ela faz uma pose com a mão no queixo como se estivesse me imitando, que garota abusada.
—Escuta garota, você nem me conhece e ainda por cima é uma péssima atriz, nem sabe me imitar direito... — empinei o nariz cruzando os braços me escondendo atrás do Breno.
A garota me encara com semblante maléfico, espero que não seja minha vizinha do condomínio ao lado, parece que está desenhado em seu rosto que vai querer me infernizar por entretenimento próprio. Bom, me mudei para outros rumos e não para arrumar encrenca, qualquer coisa só falo para o senhor Joseph dar um jeito.
Breno apenas ri da situação e tenta amenizar com sua gentileza ao convidá-la para entrar em meu aposento e resolver aquela situação digamos que, um pouco constrangedora.
— Esse é um bom jeito de fazer amizade, bem que vocês poderiam se entender. Aliás vão se trombar direto naquele elevador. — levei minha mão no rosto após ouvir tais palavras que apenas piorou a situação contemplando a garota com aquela cara de deboche.
— Que ideia brilhante... dispenso, prefiro fazer do meu jeito c***l. — ela desdenha me encarando enquanto abria a porta de sua suite que para minha infelicidade, era ao lado do meu.
— Não tenho medo! e esse c***l me parece um pouco imaturo da sua parte, tenta a sorte.
Num instante, a garota fechou a cara com um olhar de reprovação, girou a maçaneta da porta e entrou e bateu a porta na nossa frente, rimos muito porém baixinho receosos com medo dela escutar e fazer outra aberração.
— Viu isto? eu não levo jeito para fazer amigos, ela vai ser c***l comigo... — fiz uma careta enquanto sussurrava baixinho.
— Acho que ela gostou de você, só queria chamar atenção.
— NÃO GOSTEI NÃO!! — escutamos o grito da garota aos berro, ficamos sem jeito e sem clima para continuar conversando.
Breno por fim se despede, fico olhando ele descer as escadas, e penso no que ele me disse para tentar ser gentil, mas por que algumas garotas me detestam? Qual é o problema delas comigo? Talvez eu tenha um ar de alguma condensa, não sei muito bem. Talvez algum dia eu possa esclarecer que foi algum m*l entendido, e que sim sou um pouco desligada e tenho esse ar de condensa exigente, provavelmente por isso talvez sou m*l interpretada.
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Na manhã seguinte depois do café, resolvi dar umas voltas no quarteirão antes de ir ao seminário estudar aulas práticas de missões.
— Oi branquela, está indo tão cedo para o seminário? — ouvi aquela mesma voz conhecida do condomínio, minhas pernas tremem, meu coração palpita sem ritmos, por favor Deus me livre desta garota, pois lembrei que a provoquei também.
— E aí, o que você quer agora? Me tirar do sério? — caminho em passos largos tentando se livrar da garota, porém ela me alcança.
— Relaxa Sara Querina, porque está tremendo? — ela me observa enquanto me abraça por trás. — Ah, entendi, a princesinha tá sozinha, mandou eu tentar a sorte. Cadê seu namoradinho pra te defender?
— Você sabe meu nome? — Questiono confusa.
— Bom, acho que o Sr Joseph nunca nos apresentou antes, mas ele me falou de você. Queria ver de perto a garota que elevou o ministério pelo seus feitos, fez uma bagunça em florida e agora está aqui para se esquecer dos problemas.
— Se é isso que te contaram, não faço nada sem que Cristo seja o centro. E porque está me tratando de uma forma tão hostil? — questiono duramente.
— Não sei, foi você quem começou princesinha. E olhando pra você, é só uma garota frágil e insegura. só tem voz quando tem alguém por perto.
— Se for eu que comecei, então vamos lá... me perdoe pelo m*l entendido. Eu falei no calor da emoção e estou indo para o seminário de missões, por favor, não quero que tenhamos um começo dessa rivalidade tola...
— Está pedindo desculpas por medo srta Querina?
— É claro que não garota! e-eu não estou com medo... — meus lábios tremidos entregavam tudo porém não deveria dar o braço a torcer. — Estou atrasada para aula.
Andei apressadamente fugindo da presença desta garota estranha. Não sei porque Joseph nunca teria me comentado dela, talvez seja um m*l entendido que ela tenha escutado ao meu respeito. Será que o Sr Joseph tem alguma ligação familiar com ela e por isto o fato dela está me oprimindo é por conta disto?

A
o chegar no seminário, fico pasma olhando para as estruturas do salão, pois tinha um certo suporte para ser uma universidade futuramente. Havia até espaço para treinos pesados, algo que não iria querer ter o prazer de praticar.
Olhei os nomes na lista colado em uma parede e não demorou muito para achar meu nome indicando a sala que eu iria estudar. Caminhei em rumo a sala de aula exibindo um sorriso franzino para as pessoas que me cumprimentavam.
Me acomodei colocando os meus pertences sobre a mesa, avisto um professor careca e bombado entrando na sala de aula.
— Bom dia alunos e futuros missionários. Sei que é o primeiro dia de treino, gostaria de me apresentar. Meu nome é Gael, sou formado em educação física e gestão de pessoas.
Logo ele pediu para todos se apresentarem, até que foi divertido, porém a garota estranha chega atrasada indo apenas sentar na mesa dos fundos igual uma rebelde com desdém.
— Está atrasada srta Donner. ainda bem que não liberei vocês para o vestiário. A aula hoje será sobre defesa pessoal, todos missionários devem saber, vão se trocar, em cada vestiário tem uniforme e tênis conforme suas medidas. espero vocês na quadra.
Todos se levantam rapidamente eufóricos para o vestiário. Apenas esperei as garotas de trocarem para eu ficar mais a v*****e, nao que eu tenha algum tipo de preconceito, é apenas porque não me sinto a v*****e em ficar no meio de muita muvuca.
Assim que ficou vazio, entrei e retiro minha roupa com cuidado e dobro de uma forma bem certinha para não amassar, o chato desta aula que vou borra minha maquiagem.
Terminando de por esses moletons largo e esquisito, ouço a porta de um toilete se abrindo e a garota estranha saindo apenas coberta com uma toalha. Desviei meu olhar como se nada estivesse acontecendo e continuei amarrando meu cabelo.
— Ainda bem que você está aqui, caso o professor escolha uma dupla, faremos as tarefas juntas, o que acha? — ela sorri um pouco sinica enquanto se aproximava.
— Claro, espero que não peça água antes de mim garota. a propósito, como se chama? — falei segura e perplexa.
— Chelsea Donner, e vejo que está confiante, acha mesmo que o professor vai facilitar para você só por ser uma ex modelo cut cut?
— ela faz biquinho em tom de provocação.
Revirei os olhos apenas encarando a garota, sei que sua intenção é me desestabilizar, ou me constranger, porém o que ninguém sabe é que eu uso essas afrontas como um combustível para não desistir dos objetivos.
Ao chegar na quadra, o treino já havia começado, o professor estava ocupado passando as instruções aos estudantes. Me aproximo dele com um sorriso tímido aguardando ele me passar alguma coisa, porém ele apenas me repreende pelo atraso.
— Perdão professor, não acontecerá da próxima vez.
— Tudo bem, só se alongue, vou procurar um oponente para você praticar defesas pessoais certo?
— Certo! — apenas concordei sorridente balançando a cabeça.
— Deixe ela comigo, farei dupla com ela! — a garota se aproxima empurrando um gordinho que queria se aproximar de mim.
Os testes começam, não era um treino puxado porém era muito exaustivo, era notório meu rosto corado por conta do sangue aquecido durante a atividade. Os exercícios eram bem dinâmicos, correr em círculo e um passando uma bola elástica para o outro, depois tentar subir na corda e pular para outra.
— Acha que vai dar conta quando formos para o Alfeganistao branquela? — enquanto corro a garota joga a bola com bastante força que quase caio no chão.
— Porque está me perguntando isto? acha que não dou conta? — parei respirando ofegante indo em sua direção.
— Eu sei tudo sobre você, só não sabia que era essa fragilzinha na minha frente.
— Eu não sou frágil!! — Joguei a bola com toda minha força para ela segurar.
E facilmente a garota segura.
— Me prove.. — ela arqueia a sombrancelha me desafiando.
— O que sugere?
— Iremos lutar neste círculo. A primeira que sair do círculo perde, se você ganhar nunca mais te subestimo.
— Okay, eu aceito. — falei sem pensar, d***a!! o que estou fazendo? — Espero que cumpra o trato, Chelsea Donner.
O professor nós coloca em posição, e quando surge o apito uso todas minhas forças para empurra-la para fora, porém seu corpo parecia um muro que não saia do lugar, olha que temos quase a mesma altura, apesar dela ter um corpo mais atlético e torneado que o meu, seu semblante nem demonstrava muito esforço. Eu precisava ganhar essa luta, sinto suas mãos pegando minha cintura e empurrando para outro lado. Apenas abaixei e tentei pegar suas pernas porém ela me levanta com tudo e me joga para fora como se eu fosse um travesseiro. Mesmo a lona sendo amortecida gritei fino por sentir dor nas minhas costas.
— Está tudo bem? Precisa de um médico? — o professor pergunta me ajudando a se sentar, observando meu semblante de frustração.
— Ela é princesinha da Disney, desculpa por te machucar. — ainda escuto essa garota insuportável, queria dar uma surra nela mas minha coluna estava doendo.
Vou ao vestiário me trocar com bastante pedra de gelo no corpo, não pela surra que levei mas pelo exércicio pesado. Não sou acostumada com isto. Deitei no banco me aliviando um pouco por conta da dor nas costas, vejo a Chelsea me observando.
— O que você quer garota?
— Bom, posso te dar uma carona até nosso condomínio, chamei um táxi e você está igual uma velhinha, consegue nem andar direito.
— Espero que não seja necessário está matéria, senão estou reprovada.
— Você só precisa saber se defender branquela, não foi minha intenção te machucar.
— Tudo bem, eu sempre me machuco nessas brincadeiras, e a propósito, vou aceitar sua carona como pedido de desculpas, ainda não decorei o endereço do nosso condomínio. — exibi um sorriso sem jeito.
— Desculpa, não fui legal com você, venha eu te ajudo. Até que você é uma fresca sensata.— Ela estendeu suas mãos me ajudando a se levantar, quase me carregou até o táxi.
Talvez isto foi bom para nos aproximarmos, se foi ideia do Sr Joseph eu ter que lhe dar com essa garota, eu mato ele. Mas primeiro vou atrás de um atestado de uma semana após este tombo.
Bom gostaram deste capítulo? Deixem estrelinhas ??????????
Obrigado ❤