— Relaxa. Disse Alexandre ao irmão, que havia quebrado todos os objetos do quarto.
Tantos anos de respeito por uma mulher que acabou pagando da pior maneira.
O magnata tinha certeza de que não amava Astrid, mas nem nos seus piores pesadelos poderia imaginar tal sentença.
Uma humilhação tão cr*uel.
— E eu estava me torturando de culpa porque olhei para uma mulher que não era ela com outros olhos. Disse ele, rindo ironicamente, chateado. — Foram tantos anos com ela. Anos em que eu fui fiel e honesto... E ela...
Ele bateu no espelho do banheiro com raiva. O seu ego, sua autoestima como homem, estavam por terra. Ela não tinha apenas traído, ela havia feito se*xo com vários homens, zombando dele.
— Como se eu não fosse homem o suficiente para ela. Disse ele, agitado.
— O problema não é você. A Astrid é uma va*dia. Conciliou o irmão. — Pelo menos você não se casou com ela, nem teve filhos.
Xander desfez a gravata, sentindo-se sufocado.
— Devo ser o motivo de chacota de todos. Ele afundou na cama, braços estendidos, olhando para o teto.
Ele teve vontade de procurá-la a loira de olhos castanhos, em busca de um abraço reconfortante.
— Acredite, quem tem tudo a perder aqui é ela. A sociedade é mais cr*uel com uma mulher que trai do que com um homem. Duvido muito que ela encontre um homem que a respeite. A marca de ser uma va*dia nunca vai desaparecer, a vida dela acabou. Afirmou Alexandre, com razão.
Ele se sentou naquele momento. — Estou com nojo, com muito nojo. Xandre expressou-se inconsolavelmente.
Nesse momento, a porta se abre e uma Astrid histérica entra correndo, gritando.
Os seus olhos estão vermelhos e o rímel escorrendo. A sua expressão diz tudo.
A sua reputação e a sua vida acabaram.
— Meu amor, me escute. Ela implorou. — É tudo mentira, juro que é tudo mentira.
O magnata cerrou os dedos de raiva, lembrando-se de que era um cavalheiro e jamais ousaria bater numa mulher, mas, naquele momento, só queria machucar a mulher que havia destruído o seu ego, sua confiança, seu amor.
— Pare de choramingar, sua va*dia. Alexandre cuspiu na cara dela.
— Eu não sou uma va*dia! Ela gritou, inconsolável, olhando para o seu parceiro. — Amor, eu só estive com você...
— Cala a boca! Ele gritou, aproximando-se dela, que recuou violentamente. — Nunca mais quero te ver na minha vida. Ele a examinou da cabeça aos pés. — Você me dá nojo.
Astrid viu ódio e rejeição nos olhos dele. Ele jamais a perdoaria, nem com o tempo, nem com súplicas.
— Você me condenou, condenou uma mulher inocente. Ela sussurrou, tentando não morrer ali mesmo de dor.
Imediatamente, a equipe de segurança de Alexandre escoltou a mulher em prantos para fora.
Alexandre encarou o irmão por vários minutos enquanto se sentava à mesa e o viu soltar um gemido. Até o homem mais forte se renderia a algo assim.
— Vamos, vamos expiar as nossas mágoas com álcool. Ele o pegou pelo braço. — Faz tempo que você não fica bêbado como um adolescente.
Um Xander devastado assentiu, deixando-se levar pelo irmão. Poucos minutos depois, os dois estavam na área VIP da boate do complexo hoteleiro.
— Todos estão olhando para "mim". Ele mencionou com certa desconfiança.
— Relaxa, cara. De todos esses idi*otas, você é o mais rico e poderoso. Disse ele, entregando-lhe uma bebida.
O magnata encara a bebida, em dúvida.
— O que você precisa é tra*nsar com uma virgem e descarregar toda a sua raiva nela. Comenta o gêmeo perverso, m*aliciosamente.
Ele olha para a bebida, mas não termina de bebê-la.
— Eu jamais machucaria uma mulher. Assegurou-lhe. — Mulheres e crianças são as coisas mais preciosas que existem.
— Claro. Alexandre disse sarcasticamente, olhando para ele com o canto do olho. — O plano do Sr. Perfeito é chato, mano. Ser o vilão da história não é tão ru*im.
Ele colocou a bebida na mesa, e o outro homem ficou irritado, pois estava sendo muito difícil drogá-lo.
Ele imediatamente se arrependeu de estar naquele ambiente. Não era a sua praia e, apesar de estar magoado, não queria suprimir o seu constrangimento e decepção com álcool.
— Vamos lá, tome uma bebida com o seu irmão. Alexandre o encarou, entregando-lhe a bebida novamente.
Seu irmão hesitou por incontáveis segundos, mas disse a si mesmo que viraria a bebida e depois iria embora, só para agradar seu irmão gêmeo.
Ele tomou um longo gole do que pensou ser apenas uísque.
— Eu sei quem é sua garota. Alexandre acrescentou. — O nome dela é René Dallas, e ela é virgem.
Ele imediatamente balança a cabeça.
— Eu não sei porque você está me falando isso.
— O namorado dela é um filho da pu*ta, um covarde. Ele é um dos canalhas que tra*nsaram com a Astrid. Ele continuou.
Xander sentiu uma onda de calor subir à garganta. Talvez eu tenha engolido a bebida rápido demais. Ele pensou.
Alexandre se inclinou na direção do irmão e beijou a sua testa.
— Vou me vingar da zombaria dela. Ninguém zomba de você, irmão. Não quando você me tem aqui para te defender. Ele prometeu.
Os pensamentos do magnata não são mais coerentes e ele não consegue entender o que o irmão está dizendo. Ele suspirou e, naquele momento, a sua visão ficou turva.
— Dê a ele o estimulante se*xual. Ele ouviu a voz do irmão ao longe.
Alguém se aproximou por trás dele e o cutucou no ombro.
Ele conseguiu ouvir a risada do irmão e viu uma loira se aproximar e sussurrar algo no seu ouvido.
A pessoa que cutucou o seu ombro fez de novo.
Xander se virou para olhar que era, mas a pessoa havia sumido.
As luzes começaram a afetá-lo e tudo girou.
De repente, ele se viu sozinho num lugar que parecia uma biblioteca.
Para onde todos tinham ido?
Ele não estava sozinho. Ele disse a si mesmo. Ele podia ouvir risadas à distância, então ele caminhou pelo longo corredor, sentindo-se tropeçar e, em seguida, o calor. Por que ele se sentia tão quente?
Ele tirou a camisa encharcada, com o coração disparado. Em seguida, ele tentou tirar o cinto e sentiu a sua ereção. Ele estava excit*ado, sim, muito excit*ado, e os seus sentidos pareciam distorcer a sua realidade.
Será que ele estava ficando louco?
Pelo menos era o que parecia, até que a viu. A sua boneca de porcelana, entrou correndo assustada pela porta e a fera dentro dele emergiu.
....
Alexandre bateu a cabeça de Bruno Urbalde contra a borda da mesa várias vezes. O homem tentou proteger o rosto dos golpes, mas era impossível.
— Eu disse para você abrir os olhos e olhar para ela, seu filho da pu*ta! Ele gritou com todo o seu ódio.
Bruno, trêmulo e choroso, olhou para o canto, onde jazia o corpo sem vida de Astrid, baleada na boca por Alexandre.
Ele agarrou os seus cabelos com força e o forçou a continuar olhando.
— Viu o que acontece quando se enfia o p*au na mulher de outra pessoa? Ele disse e o golpeou novamente. — Não se toca numa mulher Rutherford.
— Ela me envolveu, ela me seduziu. Ele defendeu-se.
Alexandre exibiu um daqueles sorrisos sinistros e arrogantes que sempre oferecia àqueles que considerava inferiores.
— Desculpas patéticas vindas de um homem com um pên*is pequeno. Ele zombou.
O australiano ficou desesperado, querendo rastejar para longe do psicopata que o segurava, mas este tinha muitos planos para o pobre coitado naquela noite.
— Sabe que conheci a sua linda garota hoje, René.
— Não, eu não tenho ninguém. Ele ne*gou apressadamente.
Ele já tinha ouvido os rumores macabros sobre o líder do culto Nexus. Todas as histórias eram aterrorizantes.
— Querido Bruno, você é como uma pu*tinha mentirosa com pên*is. Ele caiu na gargalhada.
— De onde você a conhece? Ele perguntou, ansioso.
— Eu conheço todo mundo.
— Por favor...
— Ela é virgem, certo?
Bruno queria recuar, sem responder.
— Sim, ela é. Cristãos, com dois pesos e duas medidas como você, guardam os seus pên*is para a glória do Senhor diante dos seus paroquianos, mas sucumbem ao pecado a portas fechadas. Hipócritas de mer*da.
O líder pressiona o telefone contra o rosto do australiano.
— Ligue para a sua noiva e diga a ela para vir à biblioteca. Meu irmão quer jogar um jogo com ela. Diz ele, segurando o telefone.
O homem balança a cabeça vigorosamente, e Alexandre saca a arma e aponta diretamente para sua virilha.
— Bruno, você não pode ser o dia*bo e o santo ao mesmo tempo. Você só pode escolher um lado, e você escolheu ser um filho da pu*ta, então pegue as suas bolas e enfrente as consequências, ou eu atiro em você... E eu não jogo, nem repito ordens.
Quando Alexandre destravou a arma, Bruno, covarde como era, discou imediatamente o número da noiva.
Ela levou vários segundos para atender, até que sua doce voz ecoou pelo alto-falante.
O australiano disse a ela para encontrá-lo na biblioteca, pois tinha uma última surpresa de compromisso para ela. A jovem, acreditando cegamente nele, concordou em encontrá-lo e disse que estaria lá em dez minutos.
Ele desligou e deixou o telefone cair, sob o riso maquiavélico do seu agressor.
— Me solta, por favor, por favor, não machuque o René. Ele implorou.
— Soltar? Você está errado, idi*ota. Você é o convidado especial do show. Ele o informou, gesticulando para um dos seus homens agarrar o miserável.
— Show?
— Sim. Ele se aproximou dele, fumando o seu charuto e depois soprou a fumaça no seu rosto. — Você vai ver, ao vivo e diretamente, como o meu irmãozinho come o que você cuidou por tantos anos. Você vai ver um Rutherford fo*der a sua noiva na sua cara, e eu estarei lá para aproveitar tudo isso.