Primeiro beijo

1060 Palavras
Guilherme não sabia explicar o que sentia no momento, era um misto considerado por ele por diversos sentimentos e não eram bons, na verdade não era nada bom, era medo, raiva de si mesmo, tristeza e aqueles que não foi capaz de decifrar naquele momento que definitivamente ele não estava preparado.Talvez deixar ela partir evitaria sofrimentos futuros, mas deixar ela partir estava fora de cogitação, ainda não sabia mas precisava dela muito mais que imaginava. __Mel não precisa ir embora. __Na verdade eu quero ir, preciso ir por mim __Mel a casa é grande e... Ele não sabia o que dizer, queria dizer que a casa sem ela não seria a mesma e nem ele seria o mesmo, queria dizer que ela despertou nele sentimentos e desejos adormecidos, mas e se ela soubesse e o quebrasse ainda mais. __Eu sei mas preciso do meu espaço, do meu cantinho, espero que me entenda e olha eu sou muito grata por esse tempo aqui mas tenho medo que depois não consiga mais ir. Ele pensou por alguns minutos e finalmente raciocinou o que ela dizia. __Vai sentir minha falta Mel? Tem medo de depois não conseguir ir por mim? Parceria que sua vida dependia daquela resposta. __Vamos nos ver todos os dias_ ela sorria, tentava quebrar o clima tenso que tinha ficado. __Sabe o que quis dizer, e Mel não vai embora antes que eu verifique como vai ficar acomodada e se estará segura. __Gui, não precisa... __Essa será a condição Melaine, um lugar seguro e confortável, caso contrário terá que me aturar. Ela sorria divertido, mas ele falava sério. Naquele dia jantaram juntos e assistiram um filme na sala, na verdade Guilherme nem prestava atenção, detestava comédias românticas mas estava ali por Mel e sabia que estaria para ela em qualquer situação, mas ele permanecia tenso. Guilherme não concordou com o local que Melaine iria morar, era uma kitnet, um pouco maior e mais confortável que as da dona Bia. Gui ficou irritado, chegaram a discutir, parecendo um casal. Samuel interveio porque teve medo que o irmão entrasse em crise, tentaram convencer Melaine de todas as formas para morar em um apartamento cedido pela empresa, ela olhou alguns, achou um absurdo o tamanho e não aceitou, a cada apartamento visto e negado por Melaine, Guilherme achava que entraria em colapso, finalmente ela cedeu a um flat, era pequeno, super confortável, tinha sua personalidade, mas negou e negou os serviços oferecidos, queria ela mesma arrumar seu espaço e cedeu somente porque Samuel a assegurou que o aluguel seria descontado do seu salário, era mentira, Guilherme depositária a quantia em uma poupança para Mel. A rotina parecia ter voltado ao normal, os olhares eram quentes, mas nada mais que isso, no fundo os dois tinham medo de uma entrega, mas sabiam que não podiam negar o que crescia a cada dia. Guilherme continuava pegando Mel na faculdade e a deixando no flat todos os dias, só assim conseguia dormir, sabendo que ela estava segura. Em um feriado, Gui já havia ligado várias vezes pra Mel e sem respostas, no dia anterior ela não tinha ido a faculdade e pediu dispensa do serviço mais cedo, tentou tranquiliza-lo que estava somente um pouco indisposta, depois de várias tentativas de chamadas que eram encaminhadas para caixa postal, ele decidiu ir até o flat de Mel. O porteiro avisou que não a tinha visto naquele dia, o que deixou Guilherme ainda mais preocupado. Tocou a campainha incansáveis vezes, chamou por Mel e solicitou um chaveiro para abrir a porta, o coração dele parou por segundos quando subiu as escadas ate o quarto e viu Mel deitada na cama, ela queimava e delirava de febre ao mesmo tempo, imediatamente solicitou que o porteiro ligasse para médico de confiança da família Alcântara, ele a pegou em seus braços, a despiu a deixando somente com peças íntimas, ela era perfeita como ele imaginava e sonhava, mas usou todo o seu alto controle e deu um banho morno em Mel, a temperatura precisava baixar ou ela teria uma convulsão. Doutor Amadeu atendeu Melaine sobre os olhares atentos de Guilherme, a febre finalmente cedeu e Mel foi praticamente obrigada a tomar uma sopa. O Dr se despediu dos dois e deixou claro que Melaine teria que fazer alguns exames e já adiantou que suspeitava que ela estava anêmica. Guilherme estava preocupado e esse sentimento ficou visível para Melaine, mas ela sentiu que tinha algo a mais. __Gui eu estou bem, juro pra você __Não você não está e poderia ter sido pior e se eu não viesse aqui? você não me pediria ajuda Mel? quantas vezes te pedi que se precisasse não hesitasse em me procurar? você nem me ligou e nem me atendeu Melaine. Ela entendeu, ele estava magoado porque ela não disse que estava doente. __Prometo que não faço mais, não sabia que era importante para você. Ele fraquejou, tinha medo de falar dos seus sentimentos mas tinha mais medo de perder Mel. __Deus Mel, eu me preocupo tanto que fiquei insano quando a vi daquela forma, não consigo imaginar se alguma coisa te acontecer, perderei a razão __Gui, Eu... __Tá tudo bem, não precisa sentir o mesmo, ainda não sei expressar direito mas é real, meu coração que eu nem sabia que existia bete por você Mel, o meu dia só começa quando sinto seu cheiro e ouço sua voz, chega a ser assustador, mas.. Mel se jogou nos braços de Guilherme que a amparou e inalou aquele cheiro que ele tanto amava. __Me beije Guilherme. Mel se sentiu extremamente ousada por fazer aquele pedido, mas não esperou resposta, ela mesma tocou os lábios macios e rosados daquele homem que tirava seu sono e ao mesmo tempo lhes proporcionava os melhores sonhos. Quando os lábios de Guilherme foram tocados pela boca que ele a meses desejava, foi como uma corrente elétrica, ele soube que estava perdido e que ela poderia pedir qualquer coisa a ele, menos que a deixasse ir. As línguas de ambos pareciam um verdadeiro duelo de descobertas, m*l sabia que a experiência era nova para ambos. __Você é doce como seu nome Mel. A testosterona estava a mil no quarto e Mel sabia que seu corpo não estava quente pela febre, mas porque queimava por aquele homem, mas sabia que o dele também ardia por ela.
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