ALEX NARRANDO Eu sentia vontade de vomitar. O sangue da Paola escorria e cada gota que caia no chão me enjoava mais. Maya estava gritando, mas aí, eu dei um basta. Eu estava no chão, abraçado nas minhas próprias pernas... Mas que droga de homem sou eu, se não bato o pé por minhas próprias decisões? Levantei do chão, ergui a cabeça e olhei para Maya. Ela parou de gritar imediatamente. Eu a olhava com o queixo levantado, e ela percebeu que eu queria fazê-la entender a situação: Estou no comando. — Maya, chega. — Falei. Ela me olhava assustada. — Você achou que iríamos conseguir fugir disso por quanto tempo, hein? Achou que nós conseguiríamos viver a vida do comercial de margarina? Maya, pelo amor de Deus. Você, mais do que ninguém, sabe que temos origens. Tá no meu sangue ser isso. E tá

