DEVENDO AO PESADELO, [26/07/2023 00:54]
— Sai daqui – ela grita – eu vou atirar, não se aproxima.
— Fala comigo Marielle – eu repito bêbado e podre de d***a e ela aponta a arma e eu me aproximo aidna mais
— Eu vou atirar.
— Fala comigo – eu falo e ela puxa o gatilho.
Acertando o meu pé, começa a sair sangue e Marielle começa a gritar que nem uma maluca pedindo ajuda na janela.
— p***a, eu só queria que você falasse comigo – eu falo caído no chão, tentando estancar o sangue.
DEVENDO AO PESADELO, [27/07/2023 00:22]
Capítulo 74
Pesadelo narrando
— Cuidado seu vacilão – eu falo para Martin.
— Cala a boca seu armário, tu é pesadelo seu m***a.
— m***a é você – eu rosno.
— Você levou um tiro da Marielle no pé cara.
— Vai a m***a, você e aquela garota.
— O que você foi fazer lá em casa? – ele pergunta.
— Bebi, me droguei e delirei, ainda bem que ela me acertou um tiro, assim não falei m***a.
— Ia dizer o que? – ele pergunta – que está apaixonado por ela?
— Vai tomar no cu cara. – ele começa a rir
— É nítido que ela mexe com a tua cabeça, esse papo que tem que proteger ela e a Isa até cola, mas fala sperio, tu tem sentimento pra c*****o por ela.
— Não tenho, não tenho coração, não é isso que todo mundo diz.
— Até parece – Martin fala
— Fui lá, porque também queria contar que aquele filho da p**a do Ricardo está atrás dela porque ele é – eu respiro fundo – dela.
— Ele é o que dela? – Martin pergunta
— Nada não, deixa baixo.
— Não é o que eu estou pensando?
— Não – eu falo – até porque você não tem que pensar em nada.
— Pesadelo – ele fala
— Me arruma umas muleta, uma cadeira de roda, nem pensar que vou ficar aqui em cima dessa cama – eu falo
— Teimoso, tem que repousar – ele fala
— Eu não vou.
— Vai sim – ele flaa – mando alguém te alimentar, é a vingança por ser um filho da p**a ignorante comigo e com Deus e o mundo.
— Uma hora eu vou melhorar e ai mando bala em todos.
— Vou arrumar a muleta – ele fala rindo.
Martin sai de dentro do quarto me zoando, assim como os outros vapores fizeram por causa do tiro que levei da Marielle, eu não sei o que deu na minha cabeça em ir atrás dela, é aquela seguinte frase, quando a cachaça não mata ela humilha misturado com d***a então, só dar m***a.
Fui proibido de fumar meu baseado por causa dos antibióticos, com esse pé dessa forma, eu iria era enlouquecer ainda, era isso que aquela filha da p**a queria, me deixar louco.
Eu quase abri a boca sobre toda a verdade para ela, no fundo eu tinha medo, medo da reação da Marielle em escutar a verdade, medo que ela surtasse ainda mais ou se revoltasse com toda essa situação.
— Como você esstá? – a voz dela soa
— Tio Guto – Isa fala correndo
— Cuida meu pé – eu falo e ela vem com cuidado.
— Você está bem?
— Estou – eu respondo e ela me abraça.
— Quando falaram que você levou um tiro, eu fiquei com medo de você virar estrelinha também. – eu encaro Marielle e ela me encara.
— Não, eu não vou te abandonar – eu falo para ela e ela me abraça forte.
— Eu vim aqui só porque alguém abriu a boca para ela e ela ficou chorando que nem uma louca, agora você já viu ele, vamos embora – Marielle fala.
— Calma mana – Isa fala – me deixa ficar aqui com ele, coitadinho, o meu ursão vai ficar sozinho sme ninguém para cuidar, você poderia cuidar dele – Marielle me encara.
— É Marielle, você poderia cuidar de mim – eu falo irônico.
— Só se ofor para terminar o trabalho.
— Que trabalho?
— De arrumar a casa que sua irmã nunca arrumou quando morava aqui – eu falo e Isa começa a rir
— Marielle bagunceira – ela fala rindo
Marielle me encara com um olhar nervoso e eu abro um sorriso em sua direção.
DEVENDO AO PESADELO, [27/07/2023 00:40]
Capítulo 75
Marielle narrando
Alguns dias depois...
Já que ninguém me dizia nada e eu sei que Martin também não abriria a boca, eu comecei a investigar por conta própria, a internet dizem que tem tudo e comecei a pesquisar sobre o policial Ricardo, sobre quem ele era, alguma pista, tinha achado todos os seus documentos e nada de concreto.
Pesadelo já estava caminhando, mancando mas estava, eu via ele pelo morro e ele tinha proibido qualquer pessoa de zoar ele, tinha até mandado escrever em um moro sobre isso, quem zoasse ele ia para fogueira, depois que atirei eu entrei em pânico porque realmente eu poderia ter matado ele.
— Oi – Ingrid fala se aproximando de mim e da Isa. – onde estão indo?
— Na escola – Isa fala – eu amo ir na escola porque eu amo comer a merenda.7
— Isa – eu falo e Ingrid começa a rir – até parece que não tem comida em casa.
— Eu amo comer – ela fala rindo.
— Vou com vocês, posso?
— Pode – eu respondo
— Está fazendo cada vez mais calor aqui no Rio de Janeiro, eu queria muito pegar uma praia.
— Eu também, faz tempo que não faço isso, quando trabalhava fora, sempre fugia para molhar os pés na praia.
— Tem uma aqui perto do morro que é bem vazia, quero ver se vou lá – ela fala – escondida, Martin nem vai descobrir e nem Pesadelo.
— E como faz para sair escondida do morro?
— Ué – ela fala – subindo até o alto do morro e descendo pelo matagal, sempre digo que vou tomar um ar fresco lá em cima e deppos quando vejo que ninguém está cuidando, eu desço o matagal e estou já com o pé na areia – ela fala rindo.
— Não quero sair daqui tão cedo.
— E nem deve – Ingrid fala me encarando – deve sair apenas se for necessário, de extrema urgência, tipo para resolver algo que seja sabe de extrema urgência, é isso que eu faço, só saio se for muito importante.
— É – eu falo olhando para ela.
— Tchau meninas – Isa fala mandando
— Ve se posso com essa garota – eu e Ingrid começamos a rir o telefone dela toca e ela me encara.
— Vou te deixar subir sozinha, preciso atender essa ligação.
— Vai lá – eu falo e ela sorri se afastando.
Eu começo a subir o morro e encontro Pesadelo mancando por ele, eu encaro ele e ele me encara.
— Tá pernetiando pelo morro? – eu pergunto em voz alta e ele me encara bem sério – o que foi, vai me colocar na fogueira?
— Deveria – ele fala
— Quer ajuda? Deveria está usando as muletas, sabe que ainda não pode caminhar dessa forma.
— Bate e depois ajuda? – ele pergunta
— Ué, você fez isso, bateu e depois me fez gozar – eu falo para ele e ele me encara.
— Cara, eu criei um monstro literalmente.
— Vem eu te ajudo, sou pequena mas consigo te ajudar.
— Não precisa Marielle – ele fala já querendo ser grosso.
— Engraçado que se coloca a Isa na sua frente você vira um girassol – eu falo – quase um mel de abelha, ai vem eu, você vira um cacto cheio de espinho, tá errado isso aí.
Ele se senta em uma cadeira que tinha e me encara.
— O que você quer ? fala logo – ele fala
— Tem alguma possibilidade da minha mãe ter sido amante do Ricardo? – eu pergunto para ele e ele me encara
— Que m***a tu tá falando.
— Eu achei que meu pai poderia ser pai dele, mas pesquisei os documentos, nome, certidão e vi que tem outras pessoas como pais dele – ele me encara
— Você fez o que?
— Ai eu pensei – eu falo – será que ele matou a minha mãe, porque ele era amante da minha mãe? Tipo chifre trocado? Meu pai traia a minha mãe com a – ele me encara – você sabe quem e minha mãe traia meu pai com o marido da amante do meu pai.
— Confusão – ele fala
— Você não ficou nervoso – ele me encara
— Você quer que eu fique nervoso.
— Você está fingindo está tranquilo.
— Está ficando paranoica, posso dizer que levemente surtada – ele me olha.
— Se você me chamar de maluca de novo, eu juro que eu vou pisar no seu pé. – eu falo para ele
— Porque quer tanto saber a verdade? Segue a tua vida.
— Eu quero me livrar de você e eu sinto que para isso eu preciso saber a verdade.
— Se é por isso que você quer saber a verdade, eu não vou te falar nada então – ele fala me encarando