Capítulo 38

997 Palavras

O som da porta do quarto se fechando atrás de Isabella ainda ecoava na minha cabeça quando fiquei sozinho. Eu não me mexi. Não imediatamente. O ardor no rosto onde a mão dela tinha me atingido era irrelevante perto do que queimava por dentro. Aquilo não tinha sido um tapa. Tinha sido um aviso. Um limite traçado com força, com ódio, com medo — e, pior ainda, com verdade. Ela tinha me empurrado para fora do eixo. E eu odiava isso. Passei a mão pelo rosto devagar, os dedos deslizando pela barba curta, tentando organizar a respiração. Não funcionou. O ar parecia pesado demais, como se a casa inteira estivesse me pressionando, me lembrando do que eu quase fiz. Do que eu fiz. O beijo ainda estava ali. Na memória. Na boca. No corpo inteiro. Eu tinha prometido a mim mesmo que não a tocari

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