Capítulo 7

783 Palavras

Saí do quarto dela com a mesma disciplina com que se encerra um acordo perigoso: sem olhar para trás, sem demonstrar hesitação. O corredor estava silencioso, iluminado apenas por pontos de luz indireta. Aquela casa nunca dormia de verdade. Apenas diminuía o ritmo. Assim como eu. Isabella ficaria bem. Tinha tudo o que precisava. Segurança, conforto, distância. Mais do que muitos tinham sob meu nome. Ainda assim, algo permanecia errado. Segui para o escritório. Dois homens estavam de pé diante da porta, atentos demais para aquele horário. Não perguntei por quê. Eu sabia. — Relatório — disse, enquanto entrava. Luca foi o primeiro a falar. — Turno tranquilo até agora. Nenhuma movimentação externa suspeita, mas recebemos informação de Palermo. Há conversas demais envolvendo o seu nome… e

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