Capítulo 69

595 Palavras

Já fazem três dias desde que ele mexeu os dedos. E nada mais aconteceu. Os médicos continuam dizendo que é um bom sinal. Que o corpo precisa de tempo. Que o cérebro reage antes de acordar. Tempo. Estou começando a odiar essa palavra. Entrei no quarto no mesmo horário de sempre. Não porque alguém pediu — mas porque eu preciso dessa rotina. Se eu paro, penso demais. Ele estava igual. Respiração controlada. Silêncio demais. Fiquei alguns segundos parada ao lado da cama, só olhando para ele. — Oi. Minha voz saiu baixa. Normal demais. Puxei a cadeira e me sentei. — Eu achei que você fosse fazer mais alguma coisa depois daquele dia. Não era cobrança. Só… verdade. Segurei a mão dele e passei o polegar devagar pelos dedos. Quente. Vivo. — Não precisa ter pressa… — murmurei. — Mas

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