Capítulo 2
Renato Smith
Realmente precisava aguentar firme, esse mundo é um lugar louco, as pessoas mudam, as pessoas morrem ou viram monstros, será que realmente tenho que aguentar tudo isso?
Minha vida sempre é cheia de correrias, não posso fazer amigos, não poderia fazer nada de alguém normal, nessa correria aprendi que as pessoas mudam, os amores de verdade não existe, amigos somem e as coisas sempre dão errado não importa o que eu faça ou o que aconteça, isso está me deixando louco, nós chegamos em uma cidade e dizemos que temos idades a menos, sempre fazemos isso, sempre fugindo, isso me deixa solitário, o pior é que quando os anos passam precisamos envelhecer porém, vampiros não envelhece, nós somos apenas monstros que vagam por aí sempre a procura de uma cidade nova para que não nos matem, então temos que ficar mudando de cidade, mudando de amigos, mudando tudo em nossa rotina para parecer pessoas normais, o único problema é que não conseguimos mudar nossa infernal natureza, nossa sede por sangue.
Hoje foi meu primeiro dia de aula,como sempre, sempre tem que haver o primeiro dia, sempre tem que haver colégios, formaturas, tudo se repete de novo e de novo, mas, dessa vez foi diferente, dessa vez algo me diz que a rotina vai mudar, porque salvei uma garota, não quero ficar muito perto dela, ela tem um sangue chamativo, um sangue peculiar, ficar ao lado dela sem desejar tomar todo sangue que corre em suas veias é muito difícil, seu cheiro dar pra sentir de longe, tenho que faltar aula, como posso explicar isso? Uma garota qualquer me fazendo faltar aula pelo simples fato do monstro que sou não conseguir se controlar os desejos absurdos de beber sangue humano, aquele sangue dela me chama, o sangue que corre em suas veias me deixa louco.
Infelizmente o monstro que me tornei me fez ver pessoas que eu amava morrer, e não pude fazer nada, como um monstro imortal pode ser tão inútil?olhar a Charlie Carter tão inocente me deixava saber que sou péssimo em ser eu mesmo, sou superficial, sou um ser que nem deveria existir, um monstro que é sedento por sangue, E não, não digo que estou apaixonado pois é muito sedo para isso, mas aquele sangue humano está me chamando muita atenção.
—O que faz sozinho nessa floresta Renato? — Uma voz calma soou em meu ouvido.
Então a Juliana Smith minha pequena irmã estava ali me observando esse tempo todo, Juliana me transmitia a coisa mais próxima do que é ser irmão, ela era uma das pessoas que escolheu está ao meu lado, sua estatura baixinha há deixava extremamente fofinha, sua pele n***a há deixava magnífica, seus cabelos super cacheado negros como
Ela era baixinha sua pele era n***a como a noite , seus cabelos eram cacheados e negros como a noite e seu sorriso seria as estrelas.
—Nada, não houve nada. — Falei depois de respirar fundo, sabia que não conseguia mentir para ela, Juliana sempre sabia das coisas e eu sempre esquecia disso.
—Você só vem aqui quando quer ficar sozinho e pensar. — Ela falou com o tom carinhoso, ela sabia o que estava acontecendo comigo, ela sabia de tudo sobre mim, ela era a única irmã que demonstrava a preocupação por mim, Juliana parecia um anjo extremamente baixinho mas, mesmo assim um anjo.
Essa floresta era meu lugar preferido, um lugar confortável para pensar, um lugar que eu não precisava me esconder, um lugar onde poderia gritar que ninguém iria ouvir, um lugar onde poderia realmente soltar o monstro que há dentro de mim, tinha árvores super altas, pinheiros na verdade, era escura eu amava aquilo, ali não tinha olhares em torno de mim, ali eu não era o novato do colégio, ali eu era apenas o Renato Smith.
—Só quero ficar sozinho. — Respondi olhando em seus olhos, não queria ser grosso ou uma pessoa seca com ela, ela era o tempo de garota sensível, a Juliana era a garota que amava ajudar a todos, ela não merecia nada de r**m.
—É a menina que você salvou?— Nesse momento ela tocou em minha mão, Juliana olhava em meus olhos, ela sabia de tudo, consigo até dizer que ela sabe dos meus sentimentos até mesmo melhor que eu.
—Eu não salvei ninguém! — Falei desviando o olhar e tirando a mão dela da minha, eu não queria realmente que ela ficasse tocando nessa história.
—Eu prevejo o futuro lembra? — Seu tom de voz foi irônico, ela realmente me lembrou que ela sabe de tudo que vai acontecer, olhei em seus olhos e vi um olhar doce e calmo, ela estava calma com tudo que ela sabia, então eu poderia ficar calmo.
—Você viu isso e não me impediu de ir para o colégio? — Pergunto me levantando, me sentia invadido, não é fácil saber que alguém que você confia sabe de todo seu futuro e não avisa nada a você sobre o que vai acontecer.
—Esse é seu futuro mano, desculpa, mas, não posso e nem quero mudar! — Juliana me abraçou forte, ela sabia que isso seria algo significativo para mim, então vejo ela se afastar e sair.
Aquela resposta abriu minha mente para muitas perguntas, qual futuro ela está falando? Será que meu futuro é mata-lá? Beber seu sangue? Não quero isso, ela tem olhos tão lindos, mas, mesmo ela tendo olhos tão lindos eu sabia que não poderia esperar nada de mim e muito menos dela, ela é uma simples humana, e eu? Eu sou um monstro que não acredita mais nas pessoas e muito menos no amor.
Talvez me transformar nesse monstro fosse uma decisão certa para ele, mas, não para mim, eu nunca quis ser assim, eu sempre desejei ter uma vida normal, sempre quis amar e ser amado, a Charlie é tão perfeita, seus olhos são lindos e brilhantes, Sua pele branquinha como a neve, seus cabelos castanhos bem clarinho liso e longo na altura da cintura, seus olhos são verdes e sua boca bem desenhadinha, a Charlie parecia ter saído de algum conto de fadas e eu não queria ser o monstro que tiraria sua vida.
Ela parece um anjo como posso beber seu sangue?
Nunca vou fazer isso com ela por isso que vou me afastar, me afastar parece a melhor solução, não há nada mais a fazer, um monstro como eu não posso ficar tão perto de um anjo como ela.
—Ainda pensando na garota? — Ouço uma voz grave, era o Maikon meu pai adotivo, ele era o nosso mestre em outras palavras, ele cuidava de todos nós, a família que ele mesmo criou.
Maikon Smith um homem que sabe se controlar, sua aparência realmente é igual os caras de filmes americanos, ele era loiro, sua pele era branca na verdade pálida e seus olhos azuis, ele também era musculoso, tinha um sorriso largo e sempre se mostrava ser calmo.
—Será que ela está bem? — Pergunto enquanto estalo meus dedos, estava nervoso e nem sabia o porque, só estava.
—Sim , ela está. — Maikon responde olhando para minhas mãos, ele percebeu que eu estava nervoso e talvez só quisesse me acalmar.
—Hoje quase sair do controle. — Falei tentando parar de mexer tando nas mãos.
- É, o sangue dela também me chamou atenção, ele é um pouco diferente dos outros. — Maikon falou se aproximando de mim.
—Isso é r**m para mim Maikon, eu não quero fazer m*l a ela, mas, o sangue dela me chama muita atenção! — Falo apertando as mãos.
—Então se afaste, você não consegue se controlar e eu entendendo, ficar perto dela hoje também quase me fez sugar seu sangue. — Ele falou bateu em meu ombro e lodo depois saiu.
O amor de verdade não existe, ele foi desaparecendo com o tempo, as pessoas mentem demais, elas fingem algo que não são, perdido em meu pensamentos volto a lembrar do lindo olhar daquela linda garota, isso me deixa louco.