Victor Alencar Saí da empresa como um maldito zumbi, mais uma vez. Meu corpo andava por costume, mas minha mente... minha mente era um campo de guerra. Como sempre, fui beber. Como se álcool fosse apagar a dor, como se p***a de uma garrafa fosse arrancar o nome dela da minha cabeça. Isabela. Pedi uma vodka. A mais forte. Virei copo atrás de copo, mas nem isso adiantava. A dor estava ali, latejando. Como uma ferida aberta que ninguém vê. Levantei cambaleando, puto, frustrado, destruído. Entrei no carro sem rumo, sem destino, apenas dirigindo... até que parei. Diante da casa dela. Que inferno. Que tipo de maldição era essa? Fiquei ali parado por longos minutos. O coração batendo feito louco, as mãos trêmulas no volante. E então, como num impulso, desci. Bati à porta. E quando ela abri

