Isabela Ferrari Chego em casa destruída. O corpo chega pesa. Graças a Deus o Bernardo e a Fer ainda não chegaram. Não teria a menor condição de fingir normalidade hoje — muito menos de olhar nos olhos do meu irmão e tentar justificar essa dor estampada no meu rosto. A dor que eu mesma plantei. Largo minha bolsa no sofá como quem larga o mundo e sigo direto pro banheiro. Entro debaixo do chuveiro como se a água pudesse lavar a culpa, o arrependimento e esse vazio que me esmaga por dentro. A imagem do Victor me olhando com frieza ainda me persegue como uma faca enfiada na alma. Amanhã é sexta-feira. Vou visitar minha mãe. Faz dias que não a vejo. Bernardo vai quase todos os dias, mesmo que ela não o reconheça mais. É c***l. Mas ele insiste. E amanhã, será a minha vez. Novo dia. Mas pr

