Victor Alencar Depois da reunião que mais parecia uma tortura burocrática, voltei para minha sala bufando. Estava cansado, frustrado... e fodidamente tenso. Mas assim que abri a porta, dei de cara com ela. Isabela. Linda. Determinada. E teimosa como sempre. Ela estava tão concentrada, tão focada nos papéis que nem percebeu minha presença. Me aproximei em silêncio, observando cada traço seu... até que falei: — Isa... amor... o que você tá fazendo aqui? Eu disse que não precisava vir hoje. Ela ergueu os olhos, me encarando com um misto de firmeza e tristeza. — Se eu ficar em casa, Victor... eu desmorono. Suspirei. Entendi. Era a maneira dela de lidar com o luto. E, no fundo, fiquei aliviado por tê-la por perto. Só de ver o rosto dela… já fazia meu caos pessoal parecer mais suportáve

