Victor Alencar Eu não aguentei. Simplesmente não consegui. Virei Isabela de frente pra mim e capturei sua boca com a fome de quem estava se perdendo nela fazia dias. E que maldita boca deliciosa. O gosto dela… era um vício que eu nem conhecia, mas do qual já não queria me livrar. A ergui com facilidade, a coloquei sobre a pia, e nossas bocas seguiam em guerra — língua contra língua, desejo contra razão. Ela tentou resistir. Por um segundo, achei que fosse me afastar. Mas não. Ela cedeu. E quando os braços dela se enroscaram no meu pescoço, quando senti seu corpo colado ao meu… percebi que, pela primeira vez em muito tempo, eu não queria parar de beijar alguém. Minhas mãos foram para os botões da camisa — a minha camisa — e um a um foram se desfazendo até revelarem aquele sutiã sim

