Isabela Ferrari Depois do jantar, subimos em silêncio. O Victor foi o primeiro a tomar banho. Assim que ele entrou no banheiro, tranquei a porta por dentro assim que tive minha vez. Não é que eu não confie nele. É só... instinto. Eu tranco todas as portas. Até em casa. Até dormindo. Porque o medo não pede licença, ele simplesmente mora dentro da gente. Tomo um banho rápido, tentando não pensar demais. Me visto com um short simples e uma blusinha de alça. Ao sair, ele já está deitado na cama, apoiado no travesseiro, só de moletom, com aquele corpo de tirar o ar e um olhar calmo que tenta disfarçar o furacão que ele carrega por dentro. Paro na porta, hesitante. — O que foi, Isa? Por que não vem deitar? — ele pergunta com a voz baixa, quase como um convite. — Nada... só... — respiro f

