VICTOR ALENCAR Cinco horas. Cinco horas dentro de um avião, com o Scott roncando do meu lado e a cabeça cheia de relatórios, dívidas e o nome da minha empresa afundando feito âncora. Assim que aterrissamos em São Francisco, alugamos um carro e fomos direto para a sede da LION Motors — uma fabricante de carros populares. Minha proposta? Uma fusão parcial. Uma jogada ousada pra salvar a Alencar. Eles entram com a base, eu entro com tecnologia e luxo. Se der certo, a grana vai vir em ondas. Milhões. Talvez bilhões. Mas será que vão aceitar? Fomos conduzidos até a sala de reuniões. A espera foi curta. Os representantes chegaram com aquelas expressões engomadas de quem já calculava quanto podiam tirar da nossa ideia. Falei. Expus cada plano, cada curva de crescimento, cada risco.

