Isabela Ferrari Um mês depois. Acordo com o toque insistente de um celular. Ainda meio sonolenta, não sei se é o meu ou o do Victor. Nos últimos tempos, tenho dormido mais aqui do que na minha própria casa. Estico a mão e encontro meu celular vibrando na cômoda. Me levanto devagar, visto uma das camisas dele e atendo, a voz ainda embargada pelo sono. Ligação on: — Alô? — Senhorita Ferrari? — Sim, sou eu. Quem está falando? — Aqui é da clínica psiquiátrica Santa Clara... Na mesma hora meu coração dispara. Sento na cama com um pulo. — Aconteceu alguma coisa com a minha mãe?! — pergunto, já sentindo a garganta fechar. — Infelizmente, sim... — O quê?! Fala logo, pelo amor de Deus, o que aconteceu? — imploro, sentindo as lágrimas já se formando. — Ela… ela faleceu. Tentamos de tudo,

