Algumas horas tinham se passado. O enterro de Milena já havia sido feito do lado de fora do condomínio, perto do muro, no cemitério improvisado que os sobreviventes fizeram, e todos compareceram. Isaac preparou uma cruz de madeira, cravou na frente do túmulo da menina e, desde então, não falou mais nada depois do "velório" e passou o resto do dia no quarto do primeiro andar, sozinho. O clima era fúnebre. Ninguém ainda conseguia acreditar no que ocorreu e a maioria não falava disso. Os últimos a saber de tudo foram Paulo e Cláudio, que acordaram pouco tempo depois do enterro e tentaram manter a maior distância possível um do outro. Já era noite, e Amara e Carla estavam sentadas ao redor da mesa da área gourmet com um caderno de anotações. Luiz, Gilberto, Sarah e Paulo conversavam tra

