O sol estava agradável naquela manhã de sábado, Blásio Zabini estava super ansioso para o seu primeiro encontro com Luna Lovegood, essa seria sua grande chance para poder impressionar a garota. Mas o seu amigo não estava nada contente com o horário combinado, já que ele queria poder ficar deitado até tarde em sua cama.
— Elas estão demorando muito. — Zabini reclamou.
— Você que atrasou, daqui a pouco elas estão aí. — Draco apoiou sua cabeça na escadaria da entrada do castelo e fechou seus olhos.
— Não sei se gosto dessa camiseta, eu vou trocar, a preta estava melhor.
- Blásio, eu juro por Merlin! Se você sair daqui eu vou te azarar.
— Argh! Cadê elas? — Blásio caminhou de um lado para o outro quase causando um buraco no chão do castelo.
— Elas quem? — Luna perguntou enquanto descia as escadas com a amiga.
— Finalmente — exclamou Draco levantando-se.
— Desculpa o atraso, alguém não decidia o que fazer com o cabelo. — Maia sorriu olhando para a amiga.
— Podemos ir? — A loira perguntou animada.
— Sim, claro. — Zabini sorriu a encarando, com certeza alguém precisaria limpar sua baba no chão, já que ele não fechava a boca.
O casal saiu caminhando na frente conversando sobre a escola, mesmo que Luna falasse mais do que poderia pensar por segundo.
— Sua animação é contagiante.
— Eu estou morrendo de sono Maia.
— Podemos fazer igual quando se ensina crianças a andarem de bicicleta, segura e solta quando ela não perceber e bom, eles já estão bem na frente.
— Bicicleta? — perguntou confuso. — Eu até toparia, mas eu acordei por uma cerveja amanteigada! Só vou embora depois que tomar. — Maia sorriu fraco e continuou caminhando atrás dos colegas.
— Como está a transformação?
— Nada demais, só que eu consigo sentir o cheiro das meninas de longe.
— Impossível — exclamou.
— É sério, é um cheiro mais para um odor, sabe?
— Está dizendo que são fedidas?
— Não. — Gargalhou — Quando elas me olham por muito tempo, exalam um odor.
— Ah! Os hormônios.
— Isso.
— O que mais está conseguindo fazer?
— Todos os meus sentidos estão ficando mais aguçados, é estranho poder ouvir os batimentos cardíacos das pessoas.
— Consegue ouvir os meus?
— Não Maia, precisa ter coração para isso.
— i****a. — O empurrou de leve.
Em poucos minutos todos os quatro bruxos estavam sentados esperando as cervejas amanteigadas. Blásio não conseguia terminar uma única frase perto de Luna, o que tirava altas risadas dos amigos.
— E seus pais Maia? O que eles fazem?
— Mmm... eles são pesquisadores, quase não param em casa, por isso eu moro com meu avô.
— Ah que legal — disse Luna animada. — O que seu avô faz?
— Ele é medibruxo.
— Uau! O Draco também quer ser medibruxo — comentou Blásio. — Poderia apresentar eles dois.
— Ah, não... meu avô não exerce mais a profissão.
— Ainda mais que o velho Fitzgerald é bem maluquinho. — Draco gargalhou.
— Não é não! — A garota protestou.
— Vai me dizer que ele não tem a aparência engraçada?
— Um pouco, mas isso não te dá o direito de dizer isso.
— Você conhece o avô dela? — Blásio os encarou confuso, afinal Draco conheceu Maia no início do semestre.
Os dois se entreolharam, não podiam dizer o real motivo pelo qual Malfoy havia conhecido o velho Fitzgerald! Se essa história viesse à tona, Draco estava morto.
— Ah...eu...
— Eu mostrei uma foto do meu avô para ele.
— É! Uma foto.
— Vamos fazer uma brincadeira? — Luna propôs ignorando a situação.
— Qual? — perguntaram empolgados pelo o que poderia ser.
— Verdade ou consequência.
— Ah não, é super chato. — Draco reclamou.
— Vai ser legal, cara. — Blásio concordou mesmo achando a ideia péssima, mas ele queria agradar a sua futura namorada. – se tudo der certo.
— São dois contra um! Ganhamos. — Luna comemorou.
— Nada disso! Ainda falta a Maia, o que vai ser? — Draco encarou os olhos da garota que tentava desviar o olhar.
— Você quer brincar, Draco?
— Não.
— Então vamos brincar! — Draco bufou e abaixou a cabeça na mesa.
— Eu começo! Draco. — A loira começou analisando o rapaz que ainda estava com a cabeça abaixada — Verdade ou consequência?
— Verdade.
- Você e a Maia já ficaram?
— O que? Claro que não, nós somos amigos.
— Somos? — perguntou confusa.
— Minha vez! — O loiro suspirou, não queria demonstrar, mas aquela pergunta o deixou completamente desconfortável — Blásio, verdade ou consequência?
— Hum... consequência.
— Eu te desafio a ir até a casa dos gritos com a Luna.
— Como? — O garoto estava assustado, mas tentava manter a aparência para a menina.
— Foi o que ouviu. — Sorriu malicioso.
— Mas lá é assombrado.
— Claro que não, anda! Vamos logo. — A loira se levantou o puxando pela mão.
— Eu vou te m***r — Blásio sussurrou enquanto o amigo ria da situação.
O casal saiu do estabelecimento, Luna parecia não se assustar nenhum pouco sequer com a proposta feita pelo sonserino, ao contrário de seu pretendente que queria correr o mais rápido possível.
— Isso foi maldade. — Maia gargalhou.
— Eu sei, anda vamos dar um fora daqui.
— Mas e eles?
— Acha mesmo que eles vão voltar?
— Não, mas viemos com eles.
— Eu não sei você, mas não estou nenhum pouco afim de passar a tarde toda fazendo joguinhos bobos.
— Me convenceu, vamos.
Os colegas saíram em poucos minutos, Draco teve que pagar as bebidas já que seu amigo saiu antes de pedirem a conta.
(...)
Após horas na companhia da senhorita Fitz como gostava de chamar, ele estava começando a gostar dessa amizade.
Estavam na torre de astronomia, conversando sobre como iriam fazer para chamar a atenção de Granger, eles precisavam ficar juntos, mas isso dependia totalmente da grifinória aceitar.
— Boa noite, senhor Malfoy. — Uma voz divertida chamou sua atenção.
— Boa noite, diretor.
— Senhorita.
— Boa noite. — Maia sorriu simpática.
— Eu estava te procurando.
— Como posso ajudar?
— Essa é a neta do velho Fitzgerald?
— Sim, sou eu.
— Menos m*l, me acompanhem, por favor. — Maia encarou o amigo confusa, mas não protestou e seguiu os dois — Então Draco, após a carta de sua mãe, eu estava pensando, é muito arriscado deixar que passe por toda a transformação perto dos outros alunos.
— Sim?
— Eu conversei com a Minerva e ela me aconselhou a deixá-lo em uma parte mais reservada do castelo.
— Como assim? — A garota perguntou curiosa.
— Assim, senhorita Fitzgerald. Creme de limão. — Um quadro se abriu e mostrou uma porta, dentro havia uma espécie de sala comunal, só que um pouco menor — Poderá ficar aqui quando sentir que está perdendo o controle, pode entrar, eu preciso ir agora.
Draco não conseguiu responder nada, apenas assentiu e entrou, antes que pudesse agradecer o diretor já havia desaparecido entre os corredores.
— Ele pode fazer isso? — Maia questionou.
— Eu não sei, mas ele fez. O que está esperando? Entra.
— Isso é incrível.
Havia um brasão da sonserina exposto perto da lareira, um grande sofá preto tomava metade do espaço. Em uma pequena escadaria ao canto da sala, o garoto subiu as escadas, no andar de cima havia uma cama um pouco maior do que a de seu quarto em Hogwarts.
— Ah isso é injusto, a minha cama é bem menor do que essa. — Maia pulou em cima da cama e suspirou — E bem menos macia.
— Privilégios de ser veela.
— E cadê os meus privilégios por estar te ajudando?
— Minha companhia é a recompensa.
— Se eu soubesse. — Draco deu risada e a encarou.
— Não me ajudaria se soubesse que não teria recompensa?
— Jamais.
— Achei que nossa relação fosse importante para você. — Debochou da garota usando a mesma frase que ela usou dias antes.
— Qual parte do castelo será que é esse quarto? — Apoiou-se para olhar através da janela.
— Acho que é a ala leste, as árvores estão ali no canto. — Draco jogou-se na cama ao lado de Maia — Realmente é muito mais confortável.
— Desgruda Malfoy. — Afastou-se mais para o canto.
— Eu não mordo, sabia?
— Ainda não.
— Como?
— Você tem presas, vai ter que usar elas em algum momento — disse como se fosse óbvio.
— Palhaça, se eu quisesse fazer algo já teria feito.
— Não pense que sou uma daquelas garotas que ficam babando em você como crianças querendo doces.
— Crianças, sério?
— Quando tiver filhos eu vou poder ser a madrinha?
— Do que está falando?
— Você e a Granger vão ter filhos um dia, eu quero ser madrinha já que estou ajudando a deixar ela babando por você.
— Não é deixar babando, sabe muito bem disso — disse olhando para a colega. — E afinal ela não é imune como a Fitz espertinha.
— Vá se ferrar Draco. Eu só sei como evitar você.
— Sabe mesmo? — Inclinou-se sorrindo para a garota.
— Sei muito bem, não se preocupe.
— O quanto sabe? — Draco conseguiu finalmente encontrar os olhos da garota, que parecia se hipnotizar pelos charmes do veela que estava se manifestando ali em sua frente.
— Não faz isso. — Maia fechou os olhos tentando ignorar completamente o charme do rapaz.
— Por que? — Ela conseguia sentir sua respiração próximo ao seu rosto — Abre os olhos.
— Não.
— Eu não vou fazer nada, abre. — A garota respirou fundo e abriu os olhos — Precisa aprender a confiar em mim.
— Por que? Você deveria estar indo atrás da Hermione. — Draco fechou os olhos e suspirou.
— Me desculpa, não consigo controlar.
— Sem problemas, só não faça mais isso.
— É h******l não poder controlar as próprias ações. — Draco voltou a se deitar.
— Ao menos seus olhos ficam bonitos quando mudam de cor.
— E não são bonitos na cor natural? — Maia sentiu seu rosto queimar, suas bochechas estavam super vermelhas.
— Eu te odeio, sabia?
— Obrigada, Fitz. — Gargalhou.
— Sai daqui.
— É meu quarto — protestou.
— Você é insuportável.
— Mas você continua aqui.
(...)