Capítulo 67

1341 Palavras

Patrícia Narrando Eu ainda sentia meu corpo tremer quando o silêncio tomou o quarto. A respiração dele misturada à minha, o suor colando nossas peles, o coração batendo acelerado como se tivesse acabado de correr uma maratona. Mas não era cansaço, não era exaustão. Era outra coisa. Era como se eu tivesse atravessado uma porta que passei anos com medo de abrir. Eu deitada ali, nua, com a cabeça no peito dele, sentindo o coração do Ricardo, meu Ricardo bater forte debaixo da minha orelha, parecia sonho. Um sonho que eu sempre temi viver, mas que naquele instante era só meu. Ele passava os dedos no meu cabelo devagar, como quem acaricia algo frágil, mas precioso. O toque dele não era apressado, não era faminto, não era o toque de um homem qualquer. Era o toque de quem sabia o valor do que

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