Liso Narrando Sexta-feira sempre foi um dia pesado no morro. É o corre que não para, a cobrança que não falha, a tensão que nunca dorme. Mas naquela semana, parecia que a responsa tinha dobrado, porque o Martelo estava mais focado na segurança, e quem segurava a linha com ele era o Riba e eu, por tabela, sempre do lado. O Riba tava puxando um treino firme com os vapores novos. Ele não dava mole, botava os moleques pra correr com fuzil de madeira, pra se ligar em código, pra saber o que falar e o que calar. Eu ficava do lado, observando. Não sou de muita fala, mas absorvo cada detalhe. Ele falava grosso, os muleque tremia, mas era isso que fazia eles entenderem que ali não tinha brincadeira. Enquanto isso, minha mente corria em outro canto. Eu tinha um motivo a mais para ficar atento, po

