Payú Naquela língua lá do pessoal dos olhos puxados que eu até esqueci o nome do lugar, meu vulgo significa tempestade. Isso, segundo a Mara dizia, né? Mas a Amanda, com seus olhos, que mais parecem duas pedras turquesas de tão azuis, é a verdadeira tempestade que insiste em atormentar a calmaria que construí com tanto esforço, a calmaria de não pensar em mulher nenhuma, de não sentir nada por nenhuma delas. Fecho meus olhos, tentando me livrar da imagem dela, mas a p***a daquele sorriso, daquele cabelo, daquele jeito de falar, de gemer... Tudo parece perseguir cada um dos meus pensamentos. E, claro, que aqueles olhos azuis, tão intensos e penetrantes, são como um ímã que me puxa para um abismo que prometi a mim mesmo que nunca exploraria. Que merda tá acontecendo comigo? Qual é dessa

