Faruk Arslan Eu sinto o sangue latejando nas minhas têmporas. A sala está destruída, assim como eu. Os estilhaços do vaso ainda brilham no chão, pedaços do relógio espalhados, a mesa tombada como reflexo da minha fúria. Mas nada, nada disso alivia. Eu caminho de um lado para o outro, feito uma fera enjaulada. Não faz sentido. Absolutamente nenhum. A Kayra não pode estar mortä. Eu sei o que vi, sei o que recebi no celular, sei da merdä daquele vídeo mostrando terra sendo jogada sobre ela. Mas meu corpo inteiro recusa. A minha mente se negä. Ela sempre foi forte demais. Uma guerreira. Mais forte que muitos homens que eu já comandei. Mais forte, muitas vezes, do que eu mesmo. Eu admito isso sem vergonha. Então como acreditar que ela caiu daquele jeito? Presa pelo pescoço como se fosse

