Brahan Arslan Ela vem. Eu a vejo caminhando na minha direção e sei que cada passo dela é um marco. Não há ninguém a conduzindo, porque pela tradição, o pai só a acompanha no noivado. Hoje, Leyla já é adulta e pode caminhar sozinha até o destino que a espera. Até mim. E que visão ela me entrega. O vestido branco, longo, molda o seu corpo de uma forma que eu duvido que ela tenha planejado. É quase uma provocação disfarçada de pureza. Cada curva está sutilmente desenhada pelo tecido, e eu não consigo deixar de imaginar o que há por baixo. Os meus olhos percorrem dela até o véu leve, que balança com a brisa, até o rosto iluminado que insiste em não desviar o olhar do meu. Esse corpo dela vai me enlouquecer. Eu sei que vai acabar com o meu juízo e hoje mesmo eu vou me fartar. Se nesse vest

