Faruk Arslan A cena diante de mim é hipnotizante. Kayra socando a própria irmã, o rosto da mulher se deformando a cada golpe, o sangue espalhado pelo corredor de mármore. A fúria dela transborda, é quase palpável, como se a mansão inteira respirasse o ódio que ela carrega. Eu já sabia que ela queria vingança, mas não imaginei que seria assim, crua, imediata, sem cálculo. Depois, ela arrasta Ailyn pelos cabelos, como se fosse apenas um peso morto. Vejo as veias saltando no pescoço dela, os olhos vermelhos, o maxilar trincado. Não é apenas raiva. É algo mais fundo, um ódio que vem da alma. Eu pensava que ela capturaria a irmã, a deixaria presa, e só depois, com calma, arquitetaria a tortura e a mortë. Mas não. Ela vai direto ao ato, sem hesitar. Penso em intervir. Perguntar se ela tem

