O retorno a Nova York e ao balé foi muito mais difícil do que ela imaginara, mesmo nos momentos de maior pessimismo. Apesar do estímulo e da solidariedade dos companheiros, Leslie constatou que somente um esforço sobre-humano e toda a sua força de vontade levariam-na a recuperar a flexibilidade perdida. Treinava oito horas por dia, junto à turma avançada da escola de balé e junto ao corpo de baile da Companhia. Voltava para casa, ao final dessa maratona diária, exausta e dolorida; tomava um banho de imersão, comia qualquer coisa e caía na cama, para dormir em questão de segundos. Nada mais parecia existir a não ser aquelas oito horas que passava na academia. Pouco a pouco, pôde apreciar, satisfeita, os primeiros resultados daquela dura rotina: a cintura afinava e os músculos da perna c

